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‘O controle vai ser feito por amostragem’, diz advogado sobre uso de IA nas eleições

De acordo com o entrevistado, nem a Justiça Eleitoral, nem as campanhas estão preparadas para enfrentar os desafios

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Podcast Dia a Dia da Política, com Bertha Maakaroun • Itatiaia

O desafio que o uso de inteligência artificial impõe às eleições deste ano foi um dos temas debatidos no podcast Dia a Dia da Política, veiculado nesta segunda-feira (8), e comandado pela jornalista Bertha Maakaroun. A conversa ocorreu com o advogado Renato Galuppo, especialista em legislação eleitoral.

De acordo com o entrevistado, nem a Justiça Eleitoral, nem as campanhas estão preparadas para enfrentar os desafios. “No caso da IA, a lei não prevê nada. Aí o TSE tratou disso em suas resoluções. Primeira coisa: a velocidade com que essas tecnologias evoluem torna difícil estabelecer normas prévias para prever situações e cenários que não existiam naquele momento em que se editou aquelas regras”, explica.

“Segundo: qualquer pessoa hoje tem acesso às redes sociais e à IA. Faz com que se ganhe uma capacidade de se alastrar que faça com que a Justiça Eleitoral não consiga acompanhar. O controle vai ser feito por amostragem. Não é possível imaginar que isso vai ser feito caso a caso devido à capacidade de multiplicação das redes sociais”, pontua.

O problema atinge também os pré-candidatos, que terão que lidar com a tecnologia e suas regulamentações para ampliar o debate eleitoral neste ano. “É um problema também para os próprios candidatos. São várias questões que vão permear esse debate. O que a Justiça Eleitoral fez? Estabeleceu algumas regras gerais. Não é proibido o uso de IA nas campanhas, mas para produzir desinformação”, conclui Galuppo.

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