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Na COP 29, FIEMG defende a substituição de 100% das termelétricas de carvão até 2035

Segundo a federação, é possível que toda produção elétrica do Brasil tenha base renovável em 10 anos. Uma das medidas seria expandir o número de hidrelétricas

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Usina Hidrelétrica de Três Marias, em Minas Gerais • Governo de Minas

A Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) apresentou, no Pavilhão de Portugal, na COP 29, em Baku, no Azerbaijão, na última sexta-feira (15), um estudo que prevê que o Brasil tenha 100% da matriz de produção elétrica renovável até 2035.

Diversificada e renovável

Para isso, segundo Thiago Rodrigues Cavalcant, gerente de meio ambiente e relações institucionais da FIEMG, seria necessário substituir todas as usinas termelétricas de carvão. "Hidrelétrica conjugada com termelétrica de biomassa e conjugada com a eólica e solar é a saída para o Brasil chegar nesses 100% de energia renovável", aponta o especialista,

Polêmica

Embora a produção de energia elétrica a partir de água represada seja uma alternativa limpa, o impacto social e ambiental da construção de barragens gera polêmica, já que pode demandar o alagamento de muitos hectares e até a submersão de comunidades. No entanto, segundo Thiago se opor a construção de hidrelétricas é "equivocado". Só para se ter uma ideia uma termoelétrica a carvão e a gás emite 34 vezes e 20 vezes mais gases de efeito estufa do que uma hidrelétrica", explica.

Legislação

A proposta de expansão das hidrelétricas, por enquanto, esbarra em uma questão legal. Para atingir a meta, sugerida pelo estudo, é preciso alterar a legislação para acelerar o licenciamento ambiental. "A gente tem uma relação uma legislação que acaba incentivando é energia elétrica suja, as termelétricas, enquanto que a gente poderia ter uma uma legislação que simplifica", defende o representante da FIEMG.

Comércio Exterior

De acordo com Thiago, a apresentação das perspectivas brasileiras no cenário internacional é fundamental do ponto de vista ambiental e econômico. " Mostrar para o mundo o quanto o Brasil reésponsável nas questões climáticas, na questão ambiental, né. Mostrar para um país da União Europeia que se esse país for adquirir um produto brasileiro tá adquirindo um produto brasileiro que tem uma pegada de carbono muito menor do que produtos de outros países", destacou Thiago Rodrigues.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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