Belo Horizonte
Itatiaia

Ministro critica direito individual do trabalhador de rejeitar contribuição sindical: ‘não é democrático’

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou, nesta sexta-feira (5), que o governo não pretende retomar o Imposto Sindical, que foi extinto no país em 2017, mas defendeu a contribuição obrigatória quando há um acordo coletivo

Por
Luiz Marinho, ministro do Trabalho, afirmou que se BC fosse empresa privada, Campos Neto já teria sido demitido
Luiz Marinho, ministro do Trabalho, afirmou que se BC fosse empresa privada, Campos Neto já teria sido demitido • Reprodução

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu que o trabalhador não tenha o direito de rejeitar, individualmente, a contribuição sindical depois de fechado acordo coletivo. A Reforma Trabalhista, implementada em 2017, acabou com o Imposto Sindical, que era a contribuição anual obrigatória. O governo não pretende retomar a cobrança.

Atualmente, caso o trabalhador não queira ser descontado na folha de pagamentos, ele pode enviar uma carta ao sindicato informando que não deseja colaborar com a chamada Contribuição Sindical. Em entrevista à CNN Brasil, Luiz Marinho afirmou que o trabalhador não deveria ter o direito individual de abrir mão da contribuição sindical após o acordo firmado pela categoria. “A decisão, na minha opinião, deveria ser tomada nas assembleias dos trabalhadores e nas assembleias de empregadores. O que a maioria decide deveria ser encaminhado. Portanto, não caberia direito individual enviando cartinha, por exemplo, se recusando a contribuir. Esse trabalhador abriria mão dos benefícios do acordo coletivo? Evidentemente que não”, disparou. “Não é legítimo, não é democrático que alguém se recuse a colaborar com a construção coletiva”, acrescentou o ministro.

Luiz Marinho defendeu a volta da Contribuição Negocial e anunciou que o governo deve enviar a proposta ao Congresso. “Existe, hoje, um processo de conversas e diálogos junto com as confederações de empregadores e as centrais sindicais, o governo está coordenando o processo para que haja um acordo. O que está em debate é ajustar como se daria o direito de oposição dos trabalhadores que, eventualmente, discordam”, detalhou.

Por

Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.