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Ministério da Cultura e governo da Bahia lamentam morte de cineasta Orlando Senna

Natural de Lençóis, Senna comandou a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, então chefiado por Gilberto Gil, em 2003

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Reprodução / Redes Sociais.

O governo da Bahia e o Ministério da Cultura lamentaram, em nota, a morte do cineasta, jornalista e gestor cultural Orlando Senna, que faleceu nesta terça-feira (9), aos 86 anos.

Ícone do audiovisual brasileiro, o cineasta assina a codireção do longa-metragem Iracema – Uma Transa Amazônica (1975), ao lado do paulista Jorge Bodanzky. O filme acompanha a trajetória de uma jovem em meio à construção da Rodovia Transamazônica, estrada que, em 1974, simbolizava o otimismo propagado pelo regime militar para a região.

A obra aborda temas como pobreza, prostituição infantil e exploração predatória.

Em nota, o Ministério da Cultura afirmou que Senna foi um dos nomes mais importantes da cultura brasileira, deixando um legado de "contribuições fundamentais para o cinema brasileiro, a televisão pública e o desenvolvimento de políticas voltadas ao audiovisual no país e na América Latina".

Neste momento de tristeza, o Ministério da Cultura expressa sua solidariedade aos familiares, amigos, colegas de profissão e a todas as pessoas que foram inspiradas por sua obra, sua generosidade e sua dedicação à cultura brasileira.

diz trecho do comunicado.

O governo da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), também prestou solidariedade aos amigos e familiares do cineasta. "Ao longo de décadas de atuação, destacou-se pelo compromisso com a democratização do acesso à cultura, pela defesa do audiovisual brasileiro e pelo fortalecimento institucional do setor, ocupando importantes funções na gestão cultural e contribuindo para o desenvolvimento de políticas voltadas à produção e à difusão do cinema nacional", afirmou a pasta.

Natural do município de Lençóis, na Chapada Diamantina, Orlando Senna foi diretor do Centro de Dramaturgia do Instituto Dragão do Mar, em Fortaleza (CE), presidente da Televisión América Latina (TAL), diretor de programação da CineBrasilTV e integrante dos conselhos da Fundación del Nuevo Cine Latinoamericano e da Spcine.

Em 2002, Senna assumiu o cargo de subsecretário de Audiovisual da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro. No ano seguinte, passou a comandar a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, então chefiado por Gilberto Gil.

Ele também foi diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) entre 2007 e 2008, período em que participou da criação da TV Brasil.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.