Orlando Senna, ícone do audiovisual brasileiro, morre aos 86 anos
Orlando Senna também foi diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) entre 2007 e 2008, período em que participou da criação da TV Brasil

Morreu nesta terça-feira (9), aos 86 anos, o cineasta, jornalista e gestor cultural Orlando Senna. A informação foi compartilhada nas redes sociais por sua sobrinha, Indra Senna, mas a causa da morte não foi divulgada.
Um homem que dedicou sua vida à arte, à cultura, à liberdade e à construção de um mundo mais humano e sensível. Um homem que, com sua imensa generosidade, abriu portas para mim e para tantas outras pessoas, sempre incentivando, acolhendo e criando conexões com nossos sonhos.
Ícone do audiovisual brasileiro, o cineasta assina a codireção do longa-metragem Iracema – Uma Transa Amazônica (1975), ao lado do paulista Jorge Bodanzky. O filme acompanha a trajetória de uma jovem em meio à construção da Rodovia Transamazônica, estrada que, em 1974, simbolizava o otimismo propagado pelo regime militar para a região.
A obra aborda temas como pobreza, prostituição infantil e exploração predatória.
Senna nasceu no interior da Bahia, em abril de 1940. Estreou na indústria cinematográfica como assistente de direção em Tocaia no Asfalto (1962), tornando-se uma figura ativa no cenário cultural de Salvador.
Na capital baiana, também escreveu críticas de cinema, dirigiu peças de teatro e atuou na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e no Centro Popular de Cultura.
Sua estreia como diretor ocorreu com o longa-metragem A Construção da Morte, de 1969.
Na política cultural, assumiu em 2002 o cargo de subsecretário de Audiovisual da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro. No ano seguinte, passou a comandar a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, então chefiado por Gilberto Gil.
Senna também foi diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) entre 2007 e 2008, período em que participou da criação da TV Brasil.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.



