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Mendonça vota para derrubar lei mineira que limita viagens em ônibus por aplicativo

Norma editada em 2021 exige 'circuito fechado' e restringe venda de passagens de ônibus em plataformas digitais, como Buser e Clickbus

Por e , Brasília
Lei de MG exige viagens em grupo fechado e proíbe apps de vender assentos individuais em fretamento • Imagem ilustrativa

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (17) para declarar inconstitucionais trechos da lei de Minas Gerais que impõem restrições ao transporte por fretamento de ônibus. Para ele, as regras criam barreiras excessivas à livre iniciativa e à concorrência, além de limitar opções para os consumidores.

O julgamento foi retomado na sexta-feira, no plenário virtual, após um pedido de vista que havia sido feito por Mendonça. No voto, o ministro divergiu da relatora Cármen Lúcia e afirmou que a lei estadual ultrapassa o papel de regulação ao dificultar novos modelos de negócio, especialmente os baseados em plataformas digitais.

 

A ação foi apresentada pelo partido Novo e questiona uma norma mineira que exige que as viagens ocorram em “circuito fechado”, com os mesmos passageiros na ida e na volta, além de proibir a venda de passagens individuais por aplicativos.

Na prática, as regras atingem diretamente empresas como a Buser, cujo modelo se baseia na intermediação digital de viagens e na venda de assentos individuais.

Segundo Mendonça, as exigências encarecem o serviço, reduzem a concorrência e dificultam a inovação no setor.

Antes do pedido de vista, o placar estava em 3 a 0 contra o recurso, com votos de Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.

Para a relatora, o recurso não apresenta elementos novos e apenas demonstra inconformismo com decisões anteriores da Corte. Já Mendonça afirma que as restrições não trazem ganhos claros para o serviço e acabam favorecendo empresas já estabelecidas. No voto, ele compara o caso a decisões do STF que derrubaram leis que tentavam barrar aplicativos de transporte individual, como a Uber.

Os demais ministros ainda precisam votar até a próxima sexta-feira (24), quando o julgamento será encerrado.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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