Master: Toffoli nega ter tido acesso a dados de Vorcaro enquanto esteve na relatoria
Mensagens extraídas do celular do banqueiro foram reveladas nos últimos dias

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira (6) ter tido acesso às mensagens extraídas dos aparelhos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, enquanto esteve na relatoria da investigação que apura as supostas fraudes cometidas pela instituição financeira.
"Até o dia 12 de fevereiro de 2026, o material retirado dos aparelhos celulares apreendidos não havia sido encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, devendo-se salientar que a última decisão por mim proferida nestes autos, em 12 de janeiro de 2026, foi justamente para determinar que a Polícia Federal encaminhasse o material ao Supremo", afirmou o magistrado, em nota.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (6) que não teve acesso às mensagens extraídas dos celulares de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, enquanto esteve na relatoria da investigação que apura supostas fraudes cometidas pela instituição financeira.
Em nota, o magistrado afirmou que, até 12 de fevereiro de 2026, o material apreendido pela Polícia Federal ainda não havia sido encaminhado ao STF.
“Até o dia 12 de fevereiro de 2026, o material retirado dos aparelhos celulares apreendidos não havia sido encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, devendo-se salientar que a última decisão por mim proferida nestes autos, em 12 de janeiro de 2026, foi justamente para determinar que a Polícia Federal encaminhasse o material ao Supremo”, declarou o ministro.
Segundo Toffoli, até a data em que deixou a condução do caso, nenhum conteúdo das mensagens havia sido disponibilizado à Corte. Ele ressaltou ainda que sua última decisão como relator foi justamente ordenar que a PF enviasse o material ao tribunal.
As mensagens encontradas nos aparelhos apreendidos deram origem à terceira fase da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão preventiva de Vorcaro e de outros três aliados.
De acordo com a Polícia Federal, o conteúdo das conversas indicaria tentativas de interferir nas investigações. Os investigadores apontam que os envolvidos teriam formado um grupo para acessar informações sigilosas e intimidar jornalistas e adversários.
No documento em que apresenta um histórico de sua atuação no caso, Toffoli também rejeitou qualquer insinuação de que teria dificultado o andamento das apurações.
Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.



