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Marina Silva acredita que ficará no Senado em um eventual 4º governo de Lula

Segundo a ex-ministra, há uma priorização do campo progressista para manter 'boas práticas' e evitar 'bombardeios' da extrema direita em agendas estratégicas

PorBrasília
Rogério Cassimiro/MMA.

A ex-ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMAMC), Marina Silva, acredita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não a convocará para um cargo no Executivo caso ganhe as eleições de 2026. Segundo ela, há uma priorização do campo progressista em eleger um time para desenvolver agendas estratégicas na Casa Alta e o pestista pedirá que ela fique dentro do Congresso Nacional. 

“Eu tenho certeza que, nesse 4º mandato do presidente Lula, o que ele vai me pedir é para ficar no Senado. Pela importância estratégica da agenda e pelo risco que a democracia corre” explicou em entrevista ao Poder 360, nesta quinta-feira (30).

Marina concorrerá ao Senado pela Federação Rede-Psol, representando o estado de São Paulo. A decisão foi tomada após ela deixar o trabalho à frente do Ministério que, de acordo com a ex-ministra, “está estruturado, dando excelentes resultados.”

Ela se refere à sequência de dados divulgados pelo Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter). Em julho de 2026, a ferramenta mostrou uma redução de 61% no desmatamento da Amazônia no mês anterior. Em oito meses, o recuo foi de 37,5%.

A candidata ao Senado afirmou que quando há implementações de políticas ambientais mais rigorosas acontece junto uma “revanche" no Congresso Nacional. Como exemplo Marina citou a alteração de leis consolidadas no país, como a do licenciamento ambiental, a regulamentação em relação à destruição de equipamentos das organizações criminosas quando apreendidas em áreas remotas e a mudança na execução dos embargos ambientais em áreas remotas.

“Agora nós temos um problema. Quando a política ambiental começa a ser implementada, dando bons resultados, aí vem toda uma revanche no Congresso Nacional. (...) Então é estratégico que se tenha pessoas comprometidas com a agenda da proteção ao meio ambiente e desenvolvimento sustentável e da criação de um novo ciclo de prosperidade no Congresso, entendendo a gravidade do que está acontecendo”, argumentou. 

Por esse cenário, a ex-ministra acredita que em uma eventual vitória de Lula nas eleições, ele não a chamará para o Executivo em um 4º governo. Para ela, a estratégia do petista de convocar congressistas para chefiar ministérios foi para realizar uma “reconstrução” depois da gestão de Jair Bolsonaro. Agora, Lula precisará garantir “boas políticas” para que não haja um “bombardeio” da extrema direita no Congresso e haja continuidade.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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