Marcelo Aro: 'Bom diálogo entre Zema e Tadeu Leite foi fundamental para aprovação dos projetos do governo'
Em entrevista à Itatiaia, secretário-chefe da Casa Civil cita o fim da 'relação conflituosa' entre Palácio Tiradentes e Assembleia Legislativa

Uma base governista forte, um secretário de governo com origem no parlamento e um presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aberto ao diálogo. Esses foram os três pilares apontados como fundamentais pelo secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Aro, para explicar as aprovações de pautas importantes para o governo Romeu Zema em 2024.
Em entrevista à Itatiaia, Aro destacou uma mudança 'radical' na relação com o parlamento mineiro neste segundo mandato do governo Zema.
"A avaliação é o melhor possível. Nós que já tivemos no passado uma relação não muito boa com a Assembleia, uma relação conflituosa, nessa legislatura ela se mostra completamente diferente, parte disso, nós sabemos que é fruto da habilidade do presidente da casa, do Tadeuzinho, o Tadeu Leite (MDB), que lidera com maestria a ALMG e está sempre pronto ao diálogo, sempre pronto a votar aquilo importante para Minas Gerais, então obviamente boa parte desse sucesso se deve à habilidade do presidente e também da qualidade dos deputados dessa legislatura, nós temos deputados que realmente engrandecem o nome de Minas Gerais e são orgulhos para todos nós, além de um amadurecimento do nosso governo", explicou o secretário.
Em 2024, mesmo com a pressão de sindicatos e críticas da oposição, o governo de Minas conseguiu o apoio da maioria dos deputados da casa para aprovar um reajuste de 4,62% aos servidores públicos, o percentual é menos da metade dos 10,67% reivindicados pelo funcionalismo.
O foco do governo Zema em 2025 é a privatização da Cemig e Copasa.
O que diz a oposição
Na pauta dos reajustes, a oposição brigou para aprovar o reajuste de 10,67%. Formada por 20 dos 77 parlamentares na casa, o bloco contrário ao Governo Zema não conseguiu convencer os demais colegas. Diante disso, os parlamentares focaram em elevar a proposta inicial do governo de 3,6% para 4,62%.
Derrotada na votação do Ipsemg, a oposição disse à Itatiaia que adotou uma postura de contenção de danos. A oposição conseguiu incluir três emendas ao texto original.
Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.



