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Lula sobre possível insucesso de acordo entre Mercosul e União Europeia: 'vai ficar patenteado de quem foi a culpa'

Lula afirmou, em Dubai, que a França sempre foi contra o tratado

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Reunião com o Presidente da República Francesa, Emmanuel Macron, na Expo Dubai. Dubai - Emirados Árabes Unidos.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Reunião com o Presidente da República Francesa, Emmanuel Macron, na Expo Dubai. Dubai - Emirados Árabes Unidos. • Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, neste domingo (3), que se o acordo entre a União Europeia e o Mercosul não for fechado, a culpa não será do Brasil e nem do Mercosul. O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou o acordo Mercosul União Europeia. Ele chamou o acordo de “incoerente” e disse ser “totalmente contra”. Para ele, o acordo, que vem sendo negociado há décadas, está sendo “mal remendado”.

“A França sempre foi o país que criou obstáculo no acordo do Mercosul com a União Europeia porque a França tem milhares de pequenos produtores e eles querem produzir os seus produtos. O que ele não sabe é que nós também temos 4 milhões e seiscentos mil pequenos propriedades que produzem quase 90% do alimento que nós comemos e que são alimentos de qualidade e que nós também queremos vender”, pontuou o presidente Lula em coletiva.

Lula disse que tentou convencer Macron sobre o acordo: “ontem eu fiz uma reunião com o Macron para tentar mexer com o coração dele. Eu falei Macron, quando você voltar para a França, abra o seu coração, pensa um pouco na América do Sul, pensa no Mercosul. Nós somos países pobres. E parece que ele não pensou. Se não tiver acordo paciência, não foi por falta de vontade”.

“Uma coisa que tem que ficar claro, é que não é por conta do Brasil, que não é por conta da América do Sul. Assuma a responsabilidade de que os países ricos não querem fazer um acordo na perspectiva de fazer qualquer concessão. É sempre ganhar mais. E nós não somos mais colonizados. Nós somos independentes e nós queremos ser tratado apenas com respeito de países independente que temos coisas para vender e as coisas que não tem para vender tem preço. O que nós queremos é um certo equilíbrio”, afirmou Lula.

“Nós vamos ter uma conversa. Eu tive uma grande conversa com Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. Vamos ver como é que vai acontecer. Se não der acordo, pelo menos vai ficar patenteado de quem é a culpa de não ter acordo. Agora o que a gente não vai fazer é um acordo para tomar prejuízo", finalizou Lula..

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Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.

 

 

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