Lula pede diálogo com setores afetados pelo tarifaço e aposta na Apex para as exportações
Vice-presidente Geraldo Alckmin afirma que o Brasil seguirá negociando com os Estados Unidos enquanto busca novos mercados para os setores afetados pelas tarifas

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta terça-feira (21) que o governo federal adotará uma estratégia baseada no diálogo com os setores produtivos afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos e na diversificação dos mercados de exportação para reduzir os impactos das medidas.
Segundo ele, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é ouvir as empresas atingidas enquanto o Brasil mantém as negociações com o governo norte-americano.
Alckmin voltou a classificar as tarifas como "injustas" e afirmou que a decisão não se justifica, uma vez que os Estados Unidos registram superávit na balança comercial com o Brasil, tanto no comércio de bens quanto no de serviços.
De acordo com o vice-presidente, cerca de 18% das exportações brasileiras têm como destino o mercado norte-americano. A estimativa inicial do governo é que aproximadamente US$ 7,4 bilhões em exportações sejam afetados pelas novas tarifas.
Para reduzir os impactos, Alckmin disse que a ApexBrasil terá papel central na estratégia do governo para ampliar a presença dos produtos brasileiros em novos mercados internacionais.
Segundo ele, o objetivo é diversificar os destinos das exportações e diminuir a dependência de mercados específicos.
Além da busca por novos compradores, o governo prepara medidas de apoio às empresas exportadoras. Entre elas estão a ampliação de linhas de investimento, capital de giro e financiamento por meio do programa Brasil Soberano 3, além da prorrogação do regime de drawback, mecanismo que suspende tributos sobre insumos utilizados na fabricação de produtos destinados à exportação.
Alckmin destacou ainda que o Brasil vem registrando recordes nas exportações e afirmou que a prioridade é preservar esse desempenho, ao mesmo tempo em que busca minimizar os efeitos das tarifas sobre a competitividade das empresas brasileiras.
Apesar das medidas de apoio, o vice-presidente ressaltou que a prioridade do governo continua sendo a negociação com os Estados Unidos: "O que depender do Brasil, a negociação será permanente. Vamos buscar resolver essa questão", afirmou.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.



