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Lula diz que quer 'pacificar o Brasil' e defende fim da polarização

Após reunião com Hugo Motta e Davi Alcolumbre, presidente afirmou que prefere discutir temas como segurança, saúde e economia e disse que eventual anistia cabe ao Congresso

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Lula diz que quer 'pacificar o Brasil' e defende fim da polarização • Reprodução Youtube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) evitou comentar diretamente, nesta quarta-feira (26), os depoimentos prestados ao Supremo Tribunal Federal (STF) por ex-comandantes das Forças Armadas sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Questionado sobre o tema, Lula afirmou que sua prioridade é governar o país e defendeu o fim da polarização política. A declaração foi dada após uma reunião com os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Ao ser perguntado sobre os relatos do ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Júnior, e do ex-comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, que descreveram pressões para adesão a uma ruptura institucional, Lula respondeu que pretende concentrar o debate em temas considerados prioritários para a população. Segundo o presidente, o Brasil enfrenta desafios mais urgentes, como o combate ao crime organizado, a melhoria da saúde pública, da educação e da economia: "O que eu quero é governar. Ninguém aguenta mais essa polarização."

Lula também afirmou que o país precisa discutir propostas para áreas como segurança pública, geração de empregos e educação, em vez de permanecer focado em disputas políticas. Durante a resposta, o presidente citou o ex-presidente Juscelino Kubitschek e relembrou episódios de instabilidade política da década de 1950, afirmando que deseja atuar como um "estadista" e trabalhar pela pacificação do país.

A pergunta foi feita após novos depoimentos no STF. O ex-comandante da Aeronáutica afirmou que houve risco iminente de golpe de Estado e confirmou reuniões para discutir medidas de exceção. Já o ex-comandante do Exército relatou ter alertado o então presidente Jair Bolsonaro de que as Forças Armadas não apoiariam qualquer medida fora dos limites constitucionais.

Na sequência da entrevista, Lula também foi questionado sobre o depoimento do general Mário Fernandes, que confirmou a autoria do chamado plano "Punhal Verde-Amarelo", investigado pela Polícia Federal por prever ações contra autoridades, incluindo o presidente eleito, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes. O presidente, no entanto, manteve o discurso de priorizar a agenda de governo.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

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