Itatiaia

Lula diz que 'filho do satanás' foi aos EUA atuar contra o Brasil e critica Trump e Marco Rubio

Presidente afirma que grupo político tenta influenciar a eleição brasileira com apoio de Donald Trump e diz que sistema eletrônico de votação é prova da democracia no país

Por
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva • Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou publicamente o senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, ao comentar, nesta quinta-feira (30), a relação entre a disputa eleitoral brasileira e o governo dos Estados Unidos. Durante participação em um podcast, Lula acusou integrantes do grupo político bolsonarista de atuarem contra os interesses do Brasil no exterior, criticou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e voltou a defender a segurança das urnas eletrônicas.

Sem citar nomes, o presidente afirmou que integrantes da oposição viajaram aos Estados Unidos para atuar contra o Brasil e utilizou uma expressão contundente ao se referir a eles: "Você veja agora um filho do satanás. Foram para os Estados Unidos trabalhar contra o Brasil."

Na entrevista, Lula também afirmou acreditar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tentará favorecer o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. Segundo ele, essa preferência já teria sido manifestada pelo próprio republicano.

Apesar disso, o petista não considerou uma possível interferência externa no processo eleitoral brasileiro e direcionou críticas ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio: "Eles vão tentar ajudar o lado de lá a ganhar as eleições. (...) Muito mais o Marco Rubio, que é o secretário de Estado dele. O Marco Rubio não gosta da América Latina e não gosta do Brasil."

Lula afirmou ainda que entregou pessoalmente a Trump documentos com propostas de cooperação entre os dois países em áreas como combate ao crime organizado, narcotráfico, comércio exterior e exploração de minerais estratégicos, mas disse que ainda aguarda uma resposta do governo americano.

Ao abordar o processo eleitoral brasileiro, o presidente voltou a rebater críticas ao sistema eletrônico de votação e afirmou que as urnas são uma demonstração da legitimidade das eleições no país: "Se a urna eletrônica permitisse fraude, esse ser humano que está falando com você não seria presidente da República. Jamais a elite brasileira deixaria um metalúrgico ganhar as eleições."

Lula também falou com tom de ironia sobre as críticas recorrentes às urnas eletrônicas e questionou o fato de adversários contestarem o sistema apenas quando são derrotados nas eleições: "É engraçado que eles questionem a urna. Por que não renunciaram aos cargos para os quais foram eleitos pela mesma urna?".

Por

Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

Belo Horizonte