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Lula critica França por boicote e defende acordo entre Mercosul e União Europeia

Líderes do Mercosul vão discutir a proposta de acordo na próxima reunião do grupo, em dezembro

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) • Marcelo Camargo/Agência Brasil

Durante a abertura do 14º Encontro Nacional da Indústria (Enai), realizada nesta quarta-feira (27), em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abordou pela primeira vez a polêmica sobre as relações comerciais entre Brasil e França. A questão ganhou destaque após o CEO do Carrefour na França, Alexandre Bompard, sugerir um boicote à carne proveniente de países do Mercosul.

O presidente também destacou a autonomia da Comissão Europeia na condução do tratado, desconsiderando a influência francesa. “Se os franceses não quiserem o acordo, eles não apitam mais nada, quem apita é a Comissão Europeia. E a Ursula von der Leyen tem procuração para fazer o acordo, e eu pretendo assiná-lo ainda este ano. Quero tirar isso da minha pauta”, concluiu.

O acordo entre Mercosul e União Europeia vem sendo negociado há 25 anos e continua gerando controvérsias em ambos os blocos. Pelo lado europeu, a oposição é liderada pela França, onde agricultores temem a concorrência de produtos agropecuários sul-americanos, geralmente mais baratos devido a exigências ambientais e sanitárias menos rigorosas. Para os países do Mercosul, no entanto, essa resistência é vista como uma estratégia protecionista para limitar a competitividade de seus produtos.

A expectativa do governo brasileiro é que o acordo seja formalizado e assinado durante as reuniões de cúpula do Mercosul, marcadas para os dias 5 e 6 de dezembro, em Montevidéu, no Uruguai.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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