A primeira-dama Janja Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (24) a ampliação do acesso à saúde mental para mulheres durante o lançamento do novo serviço de teleatendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), voltado a vítimas de violência e cuidadoras de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.
Ao participar do evento ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Janja afirmou que o atendimento psicológico pode evitar tragédias e disse que o Brasil demorou a reconhecer a importância da saúde mental. Segundo ela, o novo serviço representa um avanço no acolhimento de mulheres em situação de vulnerabilidade.
A primeira-dama também destacou outras ações do SUS voltadas às vítimas de violência, como o programa de reconstrução dentária e facial, mas afirmou que gostaria que esse tipo de atendimento não fosse necessário. Para Janja, o objetivo deve ser impedir que mulheres sejam vítimas de agressões.
Durante o discurso, ela lembrou que a maioria dos casos de violência acontece dentro de casa, defendeu que o combate ao feminicídio seja uma responsabilidade de todo o Estado e afirmou que os homens também precisam assumir responsabilidade pelo enfrentamento à violência contra as mulheres.
Janja ainda fez um apelo para que o novo serviço seja amplamente divulgado. Segundo ela, apenas disponibilizar a ferramenta não é suficiente. A primeira-dama defendeu o uso das redes sociais e de diferentes canais de comunicação para que mulheres em situação de violência e mães atípicas saibam como acessar o atendimento psicológico oferecido pelo SUS.