INSS diz ter zerado fila de atendimento após reduzir estoque de pedidos
Instituto afirma que passou a analisar mais processos do que recebe por mês; tempo médio caiu de 59 dias, em fevereiro, para 34 dias em agosto

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) afirmou nesta quinta-feira (3) que alcançou a meta de manter os pedidos de benefícios dentro da capacidade de análise do órgão. O número de processos em análise caiu de 3,1 milhões, em fevereiro, para 1,25 milhão, segundo dados divulgados pelo governo federal.
A redução ocorre mesmo com o aumento na procura pelo instituto. Em julho, o INSS recebeu 1,435 milhão de novos pedidos de aposentadorias e benefícios assistenciais, o maior volume registrado. No mesmo mês, foram concluídas 1,658 milhão de análises.
Com isso, o instituto passou a processar mais pedidos do que recebe mensalmente. A média de novas solicitações, que era de 897 mil por mês em 2023, chegou a cerca de 1,3 milhão em 2026 — crescimento de 40%.
O tempo médio para análise também diminuiu. Em fevereiro, o prazo era de 59 dias. Em agosto, caiu para 34 dias, abaixo dos 45 dias previstos como prazo legal para o atendimento.
A expressão “atendimento sem fila” usada pelo governo não significa que não existam processos aguardando análise. O conceito considera que o estoque de pedidos está dentro da capacidade mensal do INSS, permitindo que as solicitações sejam analisadas dentro do prazo.
O que ajudou?
Para aumentar a capacidade de atendimento, o governo cita medidas como a contratação de mais de 2,5 mil servidores, entre eles 500 peritos médicos federais e 230 assistentes sociais.
Também foram ampliados sistemas de análise digital, como o Atestmed, utilizado em pedidos relacionados à incapacidade temporária, e o atendimento por telemedicina. Atualmente, 865 agências realizam perícias nessa modalidade.
Outra estratégia foi o aumento dos mutirões. Nos primeiros oito meses de 2026, foram realizados 300 mil atendimentos extras, contra 218 mil durante todo o ano de 2025 e 31 mil em 2023.
Segundo o INSS, as medidas contribuíram para aumentar a quantidade de benefícios concedidos. A média mensal passou de 501 mil concessões em 2023 para 641 mil em 2025. Entre janeiro e julho deste ano, chegou a 730 mil.
Conteúdos produzidos pela redação de Brasília da Rádio Itatiaia



