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Incra marca reunião com representantes do MST de Minas após invasão em Lagoa Santa

Instituto ligado ao governo federal vai conversar com lideranças do movimento sobre áreas reivindicadas

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Vista da Fazenda Aroeiras, em Lagoa Santa
Fazenda Aroeiras foi ocupada no último dia 8 • Matheus Teixeira/MST

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), ligado ao governo federal, fará uma reunião na quarta-feira (20) para debater a situação de áreas reivindicadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O encontro, que ocorrerá em Belo Horizonte, vai tratar da fazenda Aroeiras, em Lagoa Santa, na Grande BH. O território foi invadido por integrantes do MST no último dia 8 — e segue ocupado desde então.

A informação sobre a reunião foi confirmada à Itatiaia pelo Incra. O encontro será conduzido pela superintendência do instituto em Minas Gerais.

Segundo representantes do MST, o movimento está “disposto a negociar” a saída das famílias que estão do terreno em Lagoa Santa. Uma das condicionantes, porém, é a cessão de uma outra área para assentar o grupo que está na fazenda Aroeiras. Há, ainda, pedido pela regularização de acampamentos montados nas cidades mineiras de Ariadnópolis e Felisburgo.

Centro de conciliação pode entrar em cena

Nesta segunda-feira (18), o juiz Luiz Felipe Sampaio Aranha, da Vara Agrária de Minas Gerais, indicou que o setor do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) voltado à mediação de conflitos pode entrar no caso se julgar apropriado. A possibilidade de acionamento do Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica (Compor) consta em decisão que inclui o município de Lagoa Santa como parte interessada no imbróglio na fazenda Aroeiras.

Um dia após a chegada do grupo do MST, um juiz de plantão negou o pedido de reintegração de posse feito por pessoas que se apresentaram como herdeiras das terras. Segundo ele, os elementos anexados ao processo não foram suficientes para comprovar a posse.

O caso, agora, está nas mãos da Vara Agrária. A defesa dos proprietários da fazenda afirma que as fotos e vídeos enviados à Justiça comprovam, sim, a posse. Na semana passada, um audiência entre as partes foi encerrada sem acordo.

À reportagem, o MPMG afirmou que uma eventual entrada do Compor no caso precisa ser precedida por uma análise da situação.

Felisburgo e Ariadnópolis

Os dois acampamentos cuja regularização é pleiteada pelo MST mineiro existem há vários anos. O espaço em em Ariadnópolis, por exemplo, foi montado cerca de duas décadas atrás, enquanto o assentamento em Felisburgo surgiu em 2002.

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Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.