Heroína da Inconfidência: conheça a história de Bárbara Heliodora, homenageada neste domingo em Ouro Preto
Bárbara Heliodora foi homenageada durante cerimônia da Medalha da Inconfidência; restos mortais foram levados para museu em Ouro Preto

Considerada por historiadores "Heroína da Inconfidência Mineira", a poeta Bárbara Heliodora foi homenageada neste domingo (21) na cerimônia da Medalha da Inconfidência, em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais.
Os despojos, ou seja, uma porção de terra do túmulo de São Gonçalo do Sapucaí, no Sul de Minas, foram levados para o Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, e partir de agora ficarão no Panteão dos Inconfidentes, espaço criado para homenagear pessoas consideradas ícones desse período da história.
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Nascida em 1759, em São João del Rei, no Campo das Vertentes, Heliodora teve papel importante na política mineira.
O teatrólogo Ícaro Claudinei Alba é descendente de Heliodora. O artista nasceu em Ouro Fino, Sul de Minas, mas vive em Bruxelas, na Bélgica. Representando a familiar, Alba afirma que homenagem é muito importante para família. Ele afirma que Heliodora é uma mulher à frente do seu tempo e quebrou vários tabus.
“Nós estamos aqui há alguns anos tentando colocá-la no panteão junto com os homens que participaram da Inconfidência Mineira. Dentro de nossa família, sempre tentamos entender qual foi a participação da Barbara Heliodora. Sabemos que ela foi escritora, que ela ajudou o marido a não entregar os outros inconfidentes que corriam risco de morte, então, ela foi uma mulher que sustenta tudo isso. Ela escreveu poesias, o berço da literatura e da arte brasileira”, afirmou Ícaro Alba.

Com 20 anos, Heliodora se casou com Alvarenga Peixoto, que teve protagonismo no movimento inconfidente. Os cediam a casa para as reuniões do movimento, daí veio o título de "Heroína da Inconfidência Mineira".
Heliodora e Peixoto foram morar juntos antes de se casar, o que foi considerado um escândalo para a sociedade mineira da época. O casal só oficializou a união na Igreja Católica quando já tinha uma filha, algo bastante incomum no século XVIII.
“Ela teve uma filha, que se chama Efigênia, e não se casou com o marido. Isso foi uma grande polêmica na época, mas ela tinha essa liberdade que vinha de seu pai, que veio de Portugal e era membro da ordem dos templários, que lutou pela liberdade religiosa em Portugal. Esse ideal de liberdade foi passado para suas filhas, que lutaram pela filosofia da liberdade”, conta o descendente de Bárbara.
“A memória dela é um exemplo para toda pessoa que quer fazer algo de bom para o Brasil, mesmo que isso signifique o sacrifício pessoal”, diz Ícaro.
O governador governador Romeu Zema e o vice-governador Mateus Simões também destacaram a história "Heroína da Inconfidência Mineira"
Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.



