Haddad rebate deputado e diz que Zema pediu ao governo para pagar o calote de Bolsonaro
Leis complementares do Governo Bolsonaro decorreram em perdas de arrecadação para estados e municípios com mudança no ICMS

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, rebateu as críticas do deputado Filipe Barros (PL-PR) à política econômica do Governo Federal e, novamente, atribuiu o déficit das contas públicas no ano passado a um calote de Jair Bolsonaro (PL) sobre os precatórios e os governos estaduais. Ele citou, inclusive, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), para indicar o prejuízo sofrido pelos estados diante das perdas de arrecadação com a mudança no ICMS determinada pelo à época presidente Bolsonaro.
"Vocês deram calote nos governadores. Vocês fizeram caridade com o chapéu alheio e quase quebraram alguns estados brasileiros. O Zema, que é um dos apoiadores do Bolsonaro, em março do ano passado estava na minha sala pedindo para pagar o calote que Bolsonaro deu nele", disse.
"O [Cláudio] Castro [governador do Rio de Janeiro], o Tarcísio [de Freitas, governador de São Paulo] ficou um ano sem pagar a dívida de São Paulo por conta do calote que Bolsonaro deu em São Paulo", acrescentou.
Haddad e o Governo Lula atribuem às medidas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) parte do rombo nas contas públicas do ano passado. No cálculo da equipe petista entram: R$ 92,4 bilhões de pagamento dos precatórios não quitados em anos anteriores e R$ 14,8 bilhões pagos aos estados e municípios como indenização pela redução do ICMS.



