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Governo estuda 'supersecretaria' para conduzir reforma do Judiciário antes do 2º turno

Aconselhado por aliados, governo estuda antecipar propostas para conter perda de votos e sinalizar reestruturação do sistema judicial antes da votação no próximo dia 25

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Ricardo Stuckert / ALMG.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia antecipar o anúncio de uma "supersecretaria" voltada para liderar a reforma do Judiciário ainda antes da realização do segundo turno das eleições.

A nova estrutura ficaria abrigada sob o Ministério da Justiça, pasta que a gestão federal pretende dividir para recriar o Ministério da Segurança Pública assim que a PEC da Segurança Pública for aprovada.

A aceleração do envio de propostas atende a recomendações de aliados para conter danos políticos. A avaliação da cúpula da campanha sugere que os desdobramentos da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) provocaram desgaste direto ao governo, resultando na perda de votos na primeira etapa do pleito.

Diante do cenário, conselheiros defendem que o Executivo envie sinais claros sobre as mudanças planejadas para o setor.

Participação da sociedade civil nas indicações ao STF

As discussões internas no Partido dos Trabalhadores (PT) avançaram para propostas de maior impacto que anteriormente não estavam no radar prioritário da campanha. Entre as diretrizes em análise está a revisão do modelo de escolha dos integrantes do STF.

De acordo com o presidente do PT, Edinho Silva, o chefe do Executivo estuda abrir mão da prerrogativa exclusiva de nomeação.

A intenção em avaliação é criar mecanismos para consultar juristas e a sociedade civil durante o processo de indicação de novos ministros para a Suprema Corte.

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