Governo destitui servidor envolvido em escândalo dos pastores do Ministério da Educação
Luciano Musse teria recebido R$ 20 mil para ajudar líderes religiosos a favor de prefeituras

O governo federal destituiu o servidor Luciano de Freitas Musse, ex-gerente de projetos do Ministério da Educação envolvido em um escândalo com pastores na pasta durante a gestão do ministro Milton Ribeiro, no governo Jair Bolsonaro. Ele teria atuado a favor de Gilmar Silva dos Santos e Arilton Moura Correia na liberação de recursos da pasta para prefeitos municipais.
A destituição, publicada pela Controladoria-Geral da União (CGU), está registrada na edição desta sexta-feira (12) do Diário Oficial da União. Conforme explica o órgão, Musse fazia parte da equipe dos pastores, que cobravam propina de representantes de municípios para liberação de verbas do MEC. Apesar de não serem servidores, os líderes religiosos assessoravam o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e intermediavam as reuniões dele com chefes de executivos municipais.
Como resultado de Processo Administrativo Disciplinar (PAD), descobriu-se que Musse teria recebido R$ 20 mil por indicação de um dos pastores. Agora, o servidor fica impedido de exercer cargo público por 8 anos.
Musse e Milton Ribeiro chegaram a ser presos nessa investigação. A Polícia Federal investiga crimes de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência pelo suposto esquema.
É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.



