Governo de Minas descarta aumentar percentual de reajuste a servidores
Em audiência pública com presença de servidores das forças de segurança do estado, integrante da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) disse que percentual de 5,4% está no limite das contas do estado

Em audiência pública na Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o governo estadual fincou posição acerca do percentual de reajuste oferecido aos servidores na casa dos 5,4%. Em sessão realizada na manhã desta terça-feira (24), diante das reivindicações de policiais e bombeiros, integrante da Secretaria de Planejamento e Gestão disse que a proposta apresentada já está no limite das capacidades do Executivo.
Durante a audiência, as forças de segurança voltaram a demandar uma recomposição salarial na casa dos 52,33%. O percentual reivindicado é resultado do cálculo que leva em consideração a soma da inflação acumulada entre 2015 e 2025 (82,34%) subtraídos dos percentuais oferecidos aos servidores no período (30,01%).
O Governo de Minas foi representado pelo subsecretário de Gestão de Pessoas da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Caio Magno Lima Campos. Questionado pelo presidente da comissão, o deputado Sargento Rodrigues (PL), ele reiterou que não há previsão de majoração do índice e nem de oferecer valores maiores a categorias específicas..
“Neste momento, o que o governo entende que consegue fazer é 5,4%, sargento. Existe a questão de, neste momento, só ser possível a revisão geral, que tem de ser igual para todos de acordo com a leitura da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) combinada com o artigo 3710 da Constituição do Estado; Este é o ponto em relação ao reajuste”, destacou.
Os 5,4% de reajuste para todos os servidores do estado estão previstos no Projeto de Lei (PL) 5.323/2026, enviado à Assembleia por Romeu Zema (Novo) ainda enquanto governador. As negociações entre deputados e o governo já se dará com Mateus Simões (PSD) no comando do estado.
O projeto está na pauta do plenário da Assembleia para ser votado em primeiro turno nesta terça-feira. Embora o valor tenha sido recebido com críticas pela bancada da oposição e pelos deputados que representam as forças de segurança, há um entendimento entre as partes pela não obstrução da discussão para que não haja prejuízo ao funcionalismo.
Debates envolvendo o funcionalismo público costumam ser obstruídos com a apresentação de emendas que autorizam o Executivo a majorar o reajuste. Essa foi a tônica durante os mais de sete anos de Romeu Zema à frente do estado.
Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.



