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Governo de MG vai discutir saída para a Sala Minas Gerais com a Filarmônica

Fiemg anunciou desistência de acordo para gerir espaço após proposta se tornar 'polêmica desnecessária', segundo Flávio Roscoe

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Acordo entre Sesi e Codemig para gestão da Sala Minas Gerais foi cancelado • Divulgação

O Governo de Minas anunciou que vai iniciar conversas com a administração da Orquestra Filarmônica para que a fundação e a Sala Minas Gerais, espaço de eventos da orquestra em Belo Horizonte, ‘exerçam todo o seu potencial de fomento à cultura’. O anúncio foi feito no início da noite desta terça-feira (16), horas após a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) anunciar a desistência do acordo para gerir a sede da Orquestra Filarmônica.

Segundo a nota divulgada pelo Executivo Estadual, as conversas com o Conselho de Administração do Instituto Cultural Filarmônica (ICF) já começaram e têm o objetivo de fazer com que a Sala Minas Gerais ‘oferte uma programação cada vez melhor aos mineiros [...], com sustentabilidade financeira e qualidade técnica’.

Fiemg desiste de acordo

Nesta terça-feira (16), o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, anunciou que protocolou o acordo de distrato na Codemge. O empresário explicou que a fundação apresentou com o acordo com a perspectiva de ajudar na gestão do espaço, que teria cerca de 130 dias vagos no ano, mas que assunto se tornou ‘polêmica desnecessária’ antes mesmo de um projeto ser apresentado.

‘Nós, com um espaço maravilhoso que é a Sala Minas Gerais, usada por um pequeno grupo, elite intelectual, econômica, que não tenho nada contra, mas que pode sim dialogar com outros movimentos culturais, e está é a proposta que a Fimg ia colocar na mesa, primeira vez que vejo alguém ser rechaçado antes de apresentar a proposta. Soltaram uma nota dizendo que nunca tinham sido comunicados, tenho comunicações com o presidente do conselho da Filarmônica. Nós dialogamos e toda a proposta que fiz foi negociada em acordo, é lamentável tanta desinformação’.

Segundo a Codemig, o prédio, que tem 1.500 lugares, está subutilizado e tem um alto custo de manutenção, estimado em R$ 4,5 milhões por ano. O acordo com a iniciativa privada tinha como objetivo ampliar o uso das instalações e reduzir as despesas dos cofres públicos. O prédio, inaugurado em fevereiro de 2015, recebe, atualmente, concertos da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.

Outro edifício, que também fica no mesmo quarteirão, no chamado Centro Cultural Presidente Itamar Franco, a Mineiraria, também seria administrado de forma conjunta entre os dois órgãos e, segundo o acordo, receberia uma escola de gastronomia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.

 

 

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