Governo dá 48h para distribuidoras de gás explicarem por que não vão reduzir preços
Cobrança vem após anúncio da Petrobras de que reduzirá preços em 14% a partir de 1º de agosto

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, notificou na terça-feira (29) 11 distribuidoras de gás a explicarem, em até 48h, por que não repassarão aos consumidores de GNV e gás canalizado a redução de 14% no preço desses itens anunciada pela Petrobras para 1º de agosto.
O anúncio da medida foi feito nesta quarta-feira (30) pelo chefe da pasta, Wadih Damous. Em coletiva de imprensa, o secretário afirmou que a determinação partiu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante da “perplexidade” com as informações divulgadas pelas próprias distribuidoras.
- Companhia de Gás de São Paulo;
- Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro;
- Companhia de Gás de Santa Catarina;
- Companhia Paraense de Gás;
- Companhia de Gás do Estado de Mato Grosso Do Sul;
- Gás Brasiliano Distribuidora S.A;,
- Sinergás GNV do Brasil Ltda;
- Eco Comercializadora de GNV S.A;,
- GNV Anel Ltda;
- Gás Natural Açu S.A;
- Golar Power Brasil Participações S.A.
Caso as companhias não apresentem resposta aos questionamentos do governo, terão que responder a um processo administrativo sancionador na Senacon, que pode resultar em multa de até R$ 13 milhões.
Em nota, a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) afirmou que a redução anunciada pela Petrobras "não se traduz diretamente na mesma proporção na tarifa final ao consumidor".
"É fundamental ter a compreensão que, dependendo dos contratos de suprimento mantidos com as concessionárias de gás canalizado de cada estado, a molécula de gás natural representa mais que 50% da tarifa de gás natural, sendo que o percentual restante é composto pelos seguintes itens: tarifa de transporte por gasodutos, margem das distribuidoras e impostos", destaca.
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.



