Itatiaia

Governo contabiliza 45 casos de violência política após eleição e promete punição aos responsáveis

Em coletiva no Ministério da Justiça, Guilherme Boulos afirmou que ataques deixaram 10 mortos em quatro dias e anunciou ações para centralizar investigações, identificar autores e responsabilizar envolvidos

Por e 
Em coletiva no Ministério da Justiça, Guilherme Boulos afirmou que ataques deixaram 10 mortos em quatro dias e anunciou ações para centralizar investigações, identificar autores e responsabilizar envolvidos
Em coletiva no Ministério da Justiça, Guilherme Boulos afirmou que ataques deixaram 10 mortos em quatro dias e anunciou ações para centralizar investigações, identificar autores e responsabilizar envolvidos • SGP

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (28) um conjunto de medidas para enfrentar a escalada da violência política registrada após o segundo turno das eleições presidenciais. Em coletiva de imprensa no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP), que participou do anúncio em nome da Secretaria-Geral da Presidência da República, afirmou que o país registrou 45 casos de violência política entre sábado (24) e esta quarta-feira (28).

Segundo Boulos, os episódios ocorreram após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tiveram como alvo, principalmente, pessoas que comemoravam o resultado das urnas: "Nós chamamos esta coletiva para responder a casos que envergonharam o Brasil. Casos de violência política que se intensificaram após a proclamação da vitória do presidente Lula e atingiram pessoas que estavam comemorando a reeleição", afirmou.

Balanço da violência

De acordo com os dados apresentados pelo governo, os quatro dias posteriores ao segundo turno registraram:

  • 45 casos de violência política;
  • 10 homicídios, entre as vítimas três indígenas;
  • 7 atropelamentos intencionais;
  • 14 agressões físicas, incluindo espancamentos e esfaqueamentos;
  • 5 ataques com arma de fogo;
  • 5 casos de violência e coação contra povos indígenas;
  • 6 registros de abuso de autoridade e violência policial.

Os estados com maior número de ocorrências foram:

  • Paraná;
  • São Paulo;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Minas Gerais;
  • Santa Catarina.

Governo anuncia medidas

Durante a coletiva, Boulos afirmou que o governo não aceitará a impunidade dos responsáveis pelos ataques e anunciou uma força-tarefa envolvendo diferentes órgãos federais.

Entre as medidas anunciadas estão:

  • centralização das investigações em articulação com a Procuradoria-Geral da República;
  • atuação da Polícia Federal para identificar e prender os responsáveis;
  • acionamento das corregedorias das polícias estaduais e dos Ministérios Públicos locais nos casos que envolvam agentes de segurança;
  • acompanhamento das investigações pelo Ministério da Justiça.

Segundo o parlamentar, a intenção é garantir uma resposta rápida aos episódios de violência: "Isso não cabe na democracia. Isso é próprio da barbárie. Não pode ficar impune e não ficará impune", declarou.

Solidariedade às vítimas

Boulos também manifestou solidariedade às famílias das vítimas e afirmou que a violência não pode ser tratada como consequência natural da disputa eleitoral: "Nós vivemos um processo democrático. Como em toda eleição, um ganhou e outro perdeu. Isso não pode ser pretexto para o cometimento de crimes, para agressões e muito menos para assassinatos", afirmou.

Ao encerrar a fala, o deputado disse que o governo federal está comprometido em responsabilizar todos os envolvidos: "Em nome do presidente Lula e do governo federal, prestamos solidariedade aos familiares das dez vítimas fatais e de todas as pessoas agredidas. Nosso compromisso é que os criminosos serão investigados e punidos por essa prática inaceitável na democracia brasileira."

A coletiva foi concedida pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, ao lado do secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ademar Borges; do secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; e da secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho.

Por

Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

Por

Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

Belo Horizonte