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Gilmar Mendes comenta possível judicialização do IOF

Com a derrubada da alta do IOF pelo Congresso Nacional, o governo avalia judicializar o caso, o que aumentaria ainda mais a tensão com o Legislativo

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal • Nelson Jr./STF

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que se deve "aguardar os encaminhamentos" sobre o caso da judicialização em relação ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A informação foi confirmada em entrevista à CNN, nesta quinta-feira (26).

Segundo ele, deve estar ocorrendo muitas conversas nesse momento em Brasília, e que por isso ainda não se sabe se o último passo será a judicialização".

De acordo com o governo, a derrubada levaria a um novo corte orçamentário de pelo menos R$ 12 bilhões. Desse valor, R$ 3 bilhões seriam de emendas parlamentares.

Questionado sobre as questões políticas chegarem ao STF, Gilmar Mendes afirmou que "é algo inevitável" e avaliou que a parte negativo desta situação são "as reclamações".

O ministro disse ainda que o Supremo não cuida apenas de assuntos referentes a questões políticas, dando destaque para o viés de que "o tribunal só interfere quando vem uma questão relevante do ponto de vista constitucional".

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

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