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Galípolo diz que cenário econômico surpreendente demanda 'prudência' do Banco Central no controle da inflação

Indicado para assumir a instituição a partir de 2025 passa por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado nesta terça-feira (8)

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Gabriel Galípolo, indicado para a presidência do Banco Central • Pedro França/Agência Senado

"A projeção de inflação não foi alterada nessa última pesquisa Focus, mas ainda tem uma desancoragem que nos incomoda e que, em conjunção com essas diversas variáveis, uma expectativa desancorada, o mercado de trabalho mais apertado, condições que parecem mais adversas de um câmbio que parece permanecer num patamar mais desvalorizado do que um tempo atrás e uma economia que vem surpreendendo, crescendo acima das projeções originais, recomendam essa maior prudência do ponto de vista da política monetária", disse.

Galípolo foi indicado por Lula em agosto deste ano, confirmando o favoritismo para o cargo. Se for aprovado pela CAE e depois pelo plenário do Senado, ele comandará o Banco Central a partir de 2025, substituindo Roberto Campos Neto, nome indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e cujo mandato se encerra no dia 31 de dezembro deste ano.

Expectativas sobre Galipolo 

O futuro presidente do BC tem atraído a atenção do mercado financeiro devido a suas declarações que sinalizam um possível novo ciclo de aumento da taxa de juros. Desde maio, a Selic estava fixada em 10,5% ao ano, mas na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em setembro, houve um ajuste, elevando a taxa para 10,75%.

Durante o período que antecedeu essa reunião, Galípolo enfatizou, em diversas ocasiões, que um aumento da Selic estava em discussão e que a medida seria adotada sem hesitação se necessário para manter a inflação dentro da meta estabelecida.

A votação no Senado é aguardada com expectativa, já que o desempenho de Galípolo à frente do BC será crucial para os rumos da política monetária brasileira, alvo de discordância entre a equipe econômica do Governo Federal e a instituição autônoma, até então comandada por Campos Neto.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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