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Gabinete de Nikolas Ferreira afirma que processo no Conselho de Ética é 'medida política e não técnica'

O deputado, que completa 27 anos nesta terça (30), foi presenteado pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados com um processo, por quebra de decoro parlamentar, pelo discurso que fez usando uma peruca no Dia Internacional da Mulher

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Deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG)
Deputado federal Nikolas Ferreira  • Reprodução/Câmara dos Deputados

A equipe do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que a abertura de processo administrativo contra ele no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados é “medida política e não técnica”. O parlamentar é acusado de transfobia por ter feito discurso, no Dia Internacional da Mulher, 8 de março, usando uma peruca e afirmando que transgêneros estão ocupando lugar de mulheres. A representação foi feita pelo PSOL, PDT, PSB, PCdoB e PT que defendem a cassação do deputado.

Medida política

Na avaliação da equipe do parlamentar, ele não pode ser processado pelo Conselho de Ética. “A autoridade máxima do Ministério Público do país, a quem compete privativamente processar ação penal contra parlamentares, entendeu que a manifestação do deputado está protegida pela imunidade parlamentar, ainda mais tendo ela sido feita da tribuna. Diante de tal manifestação, não pode nenhum tribunal do país dar continuidade a qualquer tipo de processo contra Nikolas. Eventualmente se for aberto processo disciplinar na câmara, a medida é absolutamente política e não técnica”, respondeu a assessoria em nota. Foram abertos processos, por motivos diversos, contra outras deputados.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.