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Flávio Bolsonaro pede cassação de Lula e Alckmin por suposto uso do Ministério da Cultura na campanha

Campanha de Flávio Bolsonaro cita participação da ministra Margareth Menezes e de Janja em mobilização feita para pedir votos na internet para a reeleição de Lula

Por, Brasília
O presidente e candidato a reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Lula faz comício em Brasília nesta quinta-feira (10) em apoio a Leandro Grass, candidato do PT ao governo do Distrito Federal • Ricardo Stuckert

O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) pediu investigação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin, a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, a ministra da Cultura, Margareth Menezes e integrantes da cúpula da pasta. A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) foi apresentada nesta segunda-feira (28) e acusa o grupo de utilizar recursos públicos, servidores, canais oficiais e parcerias da pasta para beneficiar a campanha de reeleição de Lula.

Um dos episódios citados foi a mobilização virtual promovida pelo Movimento Cultura com Lula, em 14 de setembro, com a participação de Janja, Margareth Menezes e do secretário-executivo do ministério, Márcio Tavares. Durante a transmissão, a primeira-dama afirmou que estava como militante e convocou os participantes a buscar votos.

"Aqui eu tô de militante, não tô de primeira dama. (...) Temos 20 dias. É ir a campo, é conversar. É disputar o voto dos indecisos", disse.

A petição também aponta que material eleitoral foi divulgado em grupos oficiais administrados pelo ministério. A própria pasta reconheceu uma publicação desse tipo em um grupo voltado à juventude, mas informou que o conteúdo foi retirado assim que identificado.

A investigação solicitada por Flávio também envolve o repasse de recursos públicos ao Coletivo Soylocoporti, organização responsável pelo Comitê de Cultura do Paraná, cujo dirigente participa da mobilização eleitoral favorável a Lula. O PL defende que a estrutura financiada pelo governo teria sido utilizada para atividades de campanha

Segundo a ação, a entidade recebeu mais de R$ 5,7 milhões da União. Em maio deste ano, o Ministério da Cultura ampliou a parceria em R$ 1,024 milhão e prorrogou sua execução até fevereiro de 2027.

Novamente os advogados citaram como atividades de campanha o envolvimento do ministério em um aporte federal de R$ 12 milhões relacionado ao Carnaval que homenageou a trajetória de Lula. O episódio já é objeto de outra ação eleitoral.

O Ministério da Cultura já havia negado o uso de sua estrutura para atividades político-eleitorais e afirmado que orientou seus servidores a cumprir a legislação. A pasta também ressaltou que agentes públicos podem participar de atividades políticas em caráter pessoal. O Movimento Cultura com Lula afirma que a mobilização é voluntária.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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