Flávio Bolsonaro nega traição do Centrão após falta de apoio e diz que eleitor fará julgamento
Candidato do PL afirma que preferia ter alianças nacionais, mas destaca apoio de lideranças das legendas, apesar da neutralidade dos partidos

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou que não se sente traído pelos partidos do Centrão que decidiram não apoiar oficialmente sua candidatura. A declaração foi feita nesta quinta-feira (6), durante participação no podcast MMakers, ao comentar as decisões de legendas como Republicanos, Podemos e da Federação União Progressista de permanecerem neutras na disputa presidencial.
Questionado se a falta de apoio institucional representava uma traição, já que muitos desses partidos cresceram politicamente durante o governo de Jair Bolsonaro, Flávio respondeu que caberá aos eleitores avaliar a postura das legendas: "Eu não digo traído porque quem vai julgar essas pessoas não sou eu. Quem vai julgar é o eleitor."
O senador relembrou o início de sua trajetória política ao lado do pai, Jair Bolsonaro, ainda no antigo PPB, e afirmou que ambos sempre preservaram independência para votar de acordo com suas convicções, mesmo quando isso contrariava a orientação partidária.
Flávio também voltou a citar um episódio envolvendo o escândalo do mensalão para afirmar que o ex-presidente recusou recursos que, posteriormente, foram associados ao esquema de corrupção investigado à época. Segundo ele, essa postura demonstra que a família sempre procurou manter coerência na atuação política.
Ao comentar o cenário eleitoral, o candidato reconheceu que gostaria de contar com o apoio formal de mais partidos, sobretudo pelo impacto que isso teria no tempo de propaganda eleitoral e na estrutura da campanha: "É óbvio que eu queria esses partidos formalmente na minha chapa. Isso daria muito mais tempo de televisão e muito mais capilaridade."
Apesar da ausência de alianças nacionais, Flávio afirmou que mantém o apoio de diversas lideranças dessas legendas e disse que esse respaldo tem mais importância do que a posição institucional adotada pelas executivas nacionais: "O importante é que os principais quadros desses partidos estão com a gente."
Nas últimas semanas, Republicanos, Podemos e a Federação União Progressista decidiram não declarar apoio a nenhum candidato à Presidência, dificultando a estratégia do PL de ampliar sua coligação para as eleições deste ano
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.


