Flávio Bolsonaro 'não vê produtividade' na comitiva de senadores que foram aos EUA negociar tarifaço
Apesar de respeitar a iniciativa, senador filho do ex-presidente acredita que a missão parlamentar tem pouca ou nenhuma chance de sucesso

A comitiva iniciou no sábado (26) sua agenda em Washington, com uma reunião presencial que marcou o começo da articulação para tentar adiar ou reverter o chamado "tarifaço" - um pacote de sanções comerciais de até 50% anunciado pelo presidente Donald Trump e previsto para entrar em vigor no dia 1º de agosto.
Participam da missão os senadores Teresa Cristina (PP-MS), Nelsinho Trad (PSD-MS), Esperidião Amin (PP-SC), Marcos Pontes (PL-SP), Fernando Farias (MDB-AL), Carlos Viana (Podemos-MG), Jaques Wagner (PT-BA) e Rogério Carvalho (PT-SE). A iniciativa foi aprovada por unanimidade no Senado e é liderada por Trad, presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE).
O grupo pretende se reunir com parlamentares norte-americanos, empresários e representantes do setor produtivo. Embora o Senado não tenha competência direta para negociar tarifas - atribuição exclusiva do Executivo -, os senadores esperam sensibilizar lideranças americanas sobre os impactos econômicos e políticos da medida.
A crítica de Flávio aos colegas de senado se soma a declarações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que tem feito reuniões com aliados de Trump nos EUA e defendido o boicote a autoridades brasileiras. Eduardo, que está nos Estados Unidos desde fevereiro, tem declarado que qualquer diálogo internacional só deveria ocorrer após uma “anistia ampla, geral e irrestrita” aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro.
Flávio, por sua vez, afirmou que seu irmão está sendo transformado em "bode expiatório" pelo governo Lula, que, segundo ele, tem falhado nas tentativas de diálogo com os americanos.
“Eles querem transformar o Eduardo em bode expiatório porque não conseguem negociar. O governo está tentando se eximir da própria responsabilidade. A Casa Branca está com as portas fechadas para o Lula porque ele próprio fechou essas portas com sua postura agressiva”, criticou.
O senador ainda classificou como “tragédia diplomática” a condução do governo brasileiro e disse não acreditar que a missão do Senado seja capaz de reverter o tarifaço.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.




