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Flávio Bolsonaro acusa Lula de propina no caso Master; campanha rebate

Em meio ao período eleitoral, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusa Lula (PT) de ter recebido propina de Daniel Vorcaro para um documentário, enquanto a campanha petista classifica a denúncia como farsa e a Polícia Federal alega falta de provas

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Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva
Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva • Saulo Cruz/Agência Senado e Ricardo Stuckert / PR.

Nesta sexta-feira (9), a duas semanas do segundo turno das eleições gerais, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de ter recebido propina do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em meio aos desdobramentos do caso Master. A campanha do petista, por sua vez, rebateu a acusação, classificando-a como uma "farsa".

A polêmica teve início após a revista Veja publicar, na noite dessa quinta-feira (8), uma reportagem que mencionava um áudio no qual Vorcaro teria negociado com o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, recursos para financiar a produção de um documentário sobre Lula no exterior. De acordo com a reportagem, o ex-banqueiro teria detalhado o esquema em um anexo levado à PGR (Procuradoria-Geral da República). O órgão, entretanto, alegou falta de provas e não prosseguiu com o caso.

Na mesma sexta-feira, Flávio Bolsonaro comparou a suposta situação de Lula à sua, referindo-se à ligação na qual pede R$ 134 milhões a Vorcaro para a produção de um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

"Eu fui injustiçado. Vocês não sabem como é difícil disputar um cargo público tomando tanta pancada com mentira. Muita gente me pré-julgou porque eu fui pedir um patrocínio para um empresário para um filme privado sobre o ex-presidente Bolsonaro, sem nenhum tipo de contrapartida, por eu ser senador da República", declarou Flávio à imprensa.

A diferença entre os dois casos, segundo o senador, é que o seu se trata de um "financiamento", enquanto o de Lula seria de "propina".

"E o que nós vimos agora, com um áudio do próprio Vorcaro, dizendo o que sempre falei no dia um: 'Com o filme do Bolsonaro não tem nada de errado. Já com o filme do Lula, foi dinheiro por fora'. Esse cara recebeu propina. Então, o Bolsonaro pediu patrocínio e o Lula pediu propina."

Segundo a publicação da revista Veja, o empresário teria pago R$ 30 milhões em espécie ao Instituto Lula para financiar a produção de um documentário sobre o presidente no exterior.

Horas antes, a campanha de Lula já havia se manifestado, afirmando que o depoimento no qual o ex-controlador da instituição financeira, Daniel Vorcaro, teria dito que negociou supostas vantagens indevidas com o ex-tesoureiro do PT é "uma farsa".

"Esse depoimento não existe, não há registro dele na Polícia Federal. Não há registro de delação com esse conteúdo que tenha sido aceita pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. Portanto, uma farsa", diz o comunicado.

Integrantes da PF (Polícia Federal) informaram à CNN Brasil que a corporação recusou a delação premiada de Vorcaro por ausência de elementos mínimos que pudessem dar credibilidade ao que ele disse.

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