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Ex-sócio de Vorcaro depõe à PF sobre negociação entre o Master e o BRB

Augusto Lima será ouvido após sucessivos adiamentos solicitados pela defesa; a investigação apura negociações de carteiras de crédito pelo Master que somam R$ 12,2 bilhões

Por, Brasília
O empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro
O empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro • Vaner Casaes/Alba
O empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, segue com seu depoimento à Polícia Federal (PF) após o almoço nesta sexta-feira (16), em Brasília. Os investigadores iniciaram a oitiva pela manhã para esclarecer a participação dele nas negociações entre o Master e o Banco de Brasília (BRB), que são alvo de uma investigação sobre suspeitas de fraudes financeiras bilionárias.

A primeira tentativa de colher o depoimento foi em julho, mas o encontro foi adiado sucessivas vezes a pedido da defesa do empresário. O último adiamento ocorreu em 3 de agosto, quando a defesa pediu o adiamento sob o argumento de que ainda não havia acessado a íntegra dos autos e das provas reunidas pelos investigadores.

Augusto Lima chegou a ser preso em novembro de 2025, durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, que investiga a emissão e a negociação de títulos de crédito supostamente fraudulentos do Master. Ele foi solto ainda naquele mês, por decisão da justiça, mas passou a cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

A PF ouviu, no dia de ontem, outros envolvidos nas negociações entre os bancos, incluindo Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). O ex-banqueiro prestou um novo depoimento durante quase quatro horas, e negou a existência de fraude nas operações com o BRB. Ele classificou como fantasiosa a suspeita de prejuízo ao banco público e afirmou que pretende solicitar uma perícia para contestar os valores apontados pelos investigadores.

A investigação apura suspeitas de irregularidades na venda de carteiras de crédito do Banco Master ao BRB, em operações que somam cerca de R$ 12,2 bilhões. Segundo a Polícia Federal, parte desses créditos não teria lastro suficiente para comprovar sua existência.

As negociações estão entre os principais pontos da Operação Compliance Zero. A PF busca identificar quem participou da estruturação, autorização e execução das operações suspeitas.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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