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Ex-ministro de Minas e Energia recebe censura ética por caso das joias ligado a Bolsonaro

Decisão foi tomada pela Comissão de Ética Pública e atinge Bento Albuquerque por envolvimento na tentativa de entrada irregular de joias recebidas da Arábia Saudita

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O ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque
O ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque • Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República aplicou uma censura ética ao ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, por envolvimento no caso das joias recebidas de autoridades da Arábia Saudita durante o governo de Jair Bolsonaro.

O episódio teve origem em outubro de 2021, quando uma comitiva do governo brasileiro retornou de uma viagem oficial à Arábia Saudita trazendo joias de alto valor. Um dos pacotes, contendo presentes enviados por autoridades sauditas, entrou no país sem ser declarado e passou despercebido pela fiscalização da Receita Federal no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

Outro conjunto de joias, no entanto, foi descoberto por um agente da Receita ao revistar a mochila de um servidor do Ministério de Minas e Energia. As peças foram apreendidas e, posteriormente, geraram investigações formais.

À Receita, o então ministro Bento Albuquerque afirmou que as joias seriam destinadas à primeira-dama Michelle Bolsonaro. A tentativa de entrada irregular dos itens resultou em um inquérito da Polícia Federal, que indiciou Jair Bolsonaro sob suspeita de desvio ou tentativa de desvio de bens de alto valor recebidos em nome do Estado brasileiro.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

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