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Ex-dono da Reag propõe delação e cita Banco Master e PCC

João Carlos Mansur entregou à PGR proposta de colaboração premiada sobre esquema no Banco Master e possível lavagem de dinheiro para o PCC

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João Carlos Mansur, fundador e ex-CEO da Reag Investimentos • Reprodução/LinkedIn

O ex-dono do grupo Reag, João Carlos Mansur, entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma proposta de colaboração premiada em que detalha um esquema financeiro montado em parceria com Daniel Vorcaro para maquiar a realidade do Banco Master e desviar recursos. A Reag, por sua vez, também foi alvo da Polícia Federal em investigação sobre lavagem de dinheiro para a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação é do blog do colunista Matheus Teixeira, jornalista da CNN Brasil.

Na proposta de delação, Mansur, que era proprietário da Reag, uma administradora de fundos de investimentos, forneceu informações sobre a estrutura criada para ocultar a real situação financeira do Banco Master. Este esquema teria o objetivo de desviar fundos, conforme as investigações da PGR que já identificaram uso de empresas de fachada no esquema.

Paralelamente, o grupo Reag foi alvo da Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal (PF). A suspeita é de que a instituição tenha sido utilizada para a lavagem de até R$ 1 bilhão da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A ligação da Reag com a operação da PF contra o PCC já foi noticiada anteriormente.

O grupo Reag foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em janeiro deste ano. A proposta de colaboração premiada de Mansur foi revelada pelo UOL e confirmada pela CNN. Segundo integrantes da Procuradoria ouvidos sob reserva, os relatos de Mansur são "mais robustos" em comparação à proposta de delação apresentada por Vorcaro, que foi rejeitada. Por isso, a proposta de Mansur "têm mais chance de prosperar". Daniel Vorcaro também é investigado no caso Master, que teve sigilos aprovados na CPI do Crime.

Caso a Procuradoria-Geral da República (PGR) assine o acordo, a colaboração premiada ainda precisará ser homologada pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF).

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