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Em cartilha para influenciadores, PT desaconselha uso de termos como ‘fascista’ e ‘genocida’

Os adjetivos foram amplamente usados pela militância do partido, especialmente durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e em críticas posteriores ao ex-chefe do Executivo

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Bandeira do PT
Bandeira do PT • Reprodução

Em cartilha divulgada para influenciadores digitais e militantes nesta segunda-feira (29), o PT desaconselha o uso de termos como “fascista”, “corrupto” e “genocida” para descrever adversários. O documento, lançado pela militância digital da agremiação, tem como objetivo “oferecer orientação e segurança jurídica a quem atua na comunicação política nas redes”.

Os adjetivos foram amplamente usados pela militância do partido, especialmente durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e em críticas posteriores ao ex-chefe do Executivo. O motivo para desincentivar o uso dos termos é o risco de o militante ou influenciador sofrer processos judiciais.

Conforme o manual, é “permitido” dizer que “determinado comportamento ‘é típico do fascismo’ ou ‘se aproxima do fascismo’” e “criticar a gestão da pandemia dizendo que foi ‘genocida’, desde que no sentido político, com base em dados (ex.: mortes evitáveis)”.

O influenciador petista Henrique Lopes, que foi um dos que ajudaram a costurar o texto, afirma que a “atuação diária contra a extrema direita é complexa”. “Eles frequentemente são os primeiros a cometer crimes virtuais e a recorrer ao assédio judicial contra quem os confronta. O manual nasce para proteger a militância e qualificar a informação”, afirma.

Por fim, o partido alerta aos militantes que “processos judiciais têm se tornado cada vez mais frequentes, sobretudo quando influenciadores abordam informações envolvendo empresários, parlamentares que cometem irregularidades ou políticos locais que controlam veículos de comunicação”.

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

 

 

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