TSE restabelece filiação de Flávio Bolsonaro ao PL e libera registro de candidatura
O senador e candidato à Presidência aparecia no sistema filiado ao partido Missão; campanha aponta fraude

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (13) o restabelecimento imediato da filiação do senador Flávio Bolsonaro ao PL e a exclusão do vínculo com o Partido Missão.
O magistrado atendeu integralmente ao pedido da defesa de Flávio Bolsonaro e determinou o restabelecimento da filiação do senador ao PL, com efeito retroativo a 30 de novembro de 2021, preservando a continuidade do vínculo partidário.
Após deixar o Missão, Flávio deve registrar ainda nesta quinta-feira sua candidatura à Presidência pelo PL e o plano de governo, intitulado “Para o Brasil Vencer o Atraso”. A apresentação do documento também está prevista para hoje, em transmissão ao vivo nas redes sociais.
O que aconteceu
Mais cedo, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro foi impedido de registrar a candidatura após aparecer no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao partido Missão, e não ao PL.
A inconsistência foi identificada quando a equipe do senador tentou formalizar o registro da candidatura no Tribunal Superior Eleitoral.
A situação impediu o registro da candidatura porque o Missão já lançou oficialmente Renan Santos como candidato à Presidência. Pelas regras eleitorais, o candidato precisa estar regularmente filiado ao partido pelo qual pretende disputar a eleição.
O que disse a equipe de Flávio
A equipe jurídica do senador afirmou que a filiação ao Missão era fraudulenta. A campanha acionou o TSE para pedir a regularização da situação e pretende solicitar à Polícia Federal (PF) a abertura de uma investigação para identificar como a alteração foi realizada.
O que disse o Missão
Em uma live, o partido apresentou um relatório em que aponta que o cadastro foi realizado em 2 de agosto, às 9h05min36s. Foram inseridos dados com o nome Flávio Nantes Bolsonaro, além de CPF, título de eleitor, data de nascimento, e-mail, telefone e endereço.
Segundo o partido, o CPF usado no cadastro não seria válido nem pertenceria ao senador, embora o título de eleitor tenha sido reconhecido como válido. O endereço informado (Rua dos Bandidos, nº 666, bairro Miliciano, no Rio de Janeiro) também levantou suspeitas. O relatório aponta ainda que o cadastro foi feito a partir de um IP associado a Minas Gerais.
Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia.



