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Nunes Marques afirma que TSE não interferiu em mudanças de locais de votação

Ministro atribuiu aos TREs a responsabilidade por mudanças nos locais de votação e apontou queda de 94% nas alterações em relação a 2022

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O ministro Nunes Marques, o novo presidente do TSE
O ministro Nunes Marques, presidente do TSE • Alejandro Zambrana/Secom/TSE

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou nesta terça-feira (20) que a Corte não participa das decisões sobre mudanças de locais de votação e atribuiu aos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) a responsabilidade pelas alterações feitas entre o primeiro e o segundo turno.

Segundo o ministro, os pedidos partem dos cartórios eleitorais e são analisados pelos tribunais regionais quando é necessário trocar o prédio onde funcionam determinadas seções. Os motivos incluem problemas estruturais, condições climáticas e questões de segurança.

"Hoje nós temos um sistema Elo que não está completamente atualizado. O TSE não tem nenhuma participação na alteração de locais de votação, não há nenhum tipo de chancelamento", disse Nunes Marques. O ministro afirmou ainda que o número de locais alterados entre os dois turnos deste ano é 94% menor que o registrado no mesmo período da eleição de 2022.

A declaração ocorre após a divulgação de números divergentes sobre as mudanças para a votação de domingo (25). Na sexta-feira (16), a Justiça Eleitoral informou que mais de 4,3 mil seções teriam alterações. Nesta terça-feira (20), o total caiu para cerca de 400, à medida que os TREs atualizaram os dados.

Ele explicou que as zonas eleitorais alimentam o Sistema Elo e que os dados são atualizados à medida que os registros para o segundo turno são concluídos. Segundo o TSE, parte do número inicialmente mais alto estava relacionada a seções transferidas provisoriamente no primeiro turno.

"O problema é que o sistema inicia com o mesmo número que havia no primeiro turno e depois vai atualizando", afirmou. Para ele, houve "uma série de desinformações" sobre o tema durante a semana.

O TSE pediu diretamente aos 27 TREs a lista dos endereços efetivamente alterados. Pelo levantamento apresentado nesta terça-feira (20), Minas Gerais tem o maior número de alterações, com 17 locais, seguida por Maranhão (13) e Pará (11).

Os números ainda podem variar até domingo (25), segundo a Justiça Eleitoral, caso problemas obriguem a transferência de novas seções. Os TREs se comprometeram a divulgar os locais modificados, e o TSE orienta os eleitores a consultar o e-Título ou o Autoatendimento Eleitoral antes de sair de casa.

Na segunda-feira (19), o MPE (Ministério Público Eleitoral) recomendou que a Justiça Eleitoral amplie a comunicação com os eleitores afetados, com avisos nos canais oficiais e nos antigos locais de votação.

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