Itatiaia

'Se tiver que radicalizar, será ao centro', diz Aécio sobre disputa ao Senado

De acordo com o tucano, o cargo na Câmara Alta do Congresso exige capacidade de conversar com a esquerda e também com a direita

Por e 
Aécio Neves é o último sabatinado da Itatiaia. • Marcello Pereira / Itatiaia.

O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), candidato ao Senado Federal por Minas Gerais, se colocou, em entrevista à Itatiaia, como uma das figuras capazes de discutir a renegociação da dívida bilionária do estado com a União. Nesta sexta-feira (4), o parlamentar também defendeu um projeto nacional voltado para o centro, longe das polarizações políticas entre aliados do presidente Lula (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Retorno à disputa

O candidato, que decidiu de última hora disputar o Senado pelo estado, afirmou que, até poucos dias atrás, sua intenção original era continuar apenas como presidente nacional do PSDB, atuando na reorganização da legenda. A mudança de rota, no entanto, segundo ele, foi motivada pelo apelo de prefeitos, lideranças políticas e movimentos sociais, diante de um quadro em que "o momento em Minas não é bom". "Eu, em um determinado momento, achei que ainda tinha uma contribuição a dar. Perdemos muita substância, inclusive nacionalmente. Não fui eu que busquei a candidatura, ela veio ao meu encontro", disse.

A renegociação da dívida de Minas Gerais com a União é uma das principais bandeiras do deputado na candidatura ao Senado. Na avaliação de Neves, o Propag, programa de pagamentos adotado pelo Executivo mineiro, foi "uma saída possível, em um momento extremamente difícil".

Ele propõe articular, caso seja eleito, com outros 20 senadores da região Sudeste uma bancada para que os recursos pagos pelos estados à União sejam revertidos em investimentos em "saúde, infraestrutura, estradas e segurança pública". "Essa conexão que eu tenho com Minas, com a história de Minas, obviamente, e a relação institucional que construí com figuras políticas do Brasil inteiro é que vão me permitir ajudar. Não vou fazer isso sozinho, obviamente, mas pelo menos eu sei o caminho das pedras e vou tentar percorrê-lo", afirmou.

O tucano defendeu o diálogo entre as forças políticas. De acordo com ele, o cargo de senador exige capacidade de conversar com a esquerda e também com a direita.

Ele relembrou o período em que governou o estado de Minas Gerais simultaneamente à gestão do presidente Lula na Presidência da República, argumentando que a manutenção de uma relação institucional e republicana seria essencial para governar, independentemente de divergências conceituais e administrativas. "Sou um homem de centro, por exemplo, o que me permite conversar respeitosamente com todas as correntes ideológicas. Se Aécio estiver no Senado, significa que, independentemente de quem

Por

Eustáquio Ramos tem quase 30 anos de carreira, sendo 25 anos na Itatiaia, onde apresenta o Jornal da Itatiaia 1ª Edição e é repórter especial de Política. É pós-graduado em Comunicação Empresarial. Coautor da Enciclopédia do Rádio Esportivo Mineiro e do Manual de Pronúncia da Itatiaia. Já teve passagens também pela TV Assembleia, TV Bandeirantes, TV Horizonte, Record, Alterosa e Canal 23.

Por

Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

Por

Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

 

 

Belo Horizonte