PT vive ambiente de incertezas sobre candidaturas ao senado em SP
Escolhas de candidaturas ao senado podem refletir na chapa de Haddad ao Palácio dos Bandeirantes

O PT vive um ambiente de incertezas em São Paulo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os líderes do partido ainda não bateram o martelo sobre os dois nomes que vão disputar o Senado no campo progressista.
Reuniões de lideranças a portas fechadas têm acontecido tanto no estado, quanto em Brasília, mas oficialmente os quadros ainda não foram definidos. Enquanto a esquerda analisa os cenários, a direita já definiu os nomes. Os deputados Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) já estão viajando pelo estado fazendo pré-campanha.
A expectativa era que o presidente Lula cravasse as candidaturas durante as agendas que realizou na capital paulista nesta semana, mas isso não ocorreu. Durante os discursos, em um tom atípico, o presidente não entrou em polêmicas, não atacou adversários diretamente e evitou bolas divididas durante os discursos.
Simone Tebet (PSB), Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede), deixaram os cargos no governo federal e colocaram nomes como possibilidades para disputar o Senado. No entanto, em um cenário ousado, só há espaço para dois nomes e alguém ficará de fora da disputa.
Os nomes de Tebet e Marina têm ganhado força internamente. Caso as ex-ministras sejam escolhidas, Márcio França pode ser o vice na chapa de Haddad - para evitar qualquer tipo de ruído entre o PT e os aliados do PSB. Nos últimos dias, uma outra possibilidade começou a circular no campo progressista.
Lideranças da esquerda ventilaram a possibilidade de apoiar a candidatura de Márcio França como cabeça de chapa na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. A leitura deste núcleo é de que França pode 'atrapalhar' o governador no interior do estado e garantir que a eleição vá para o 2º turno.
Com as desistências do deputado federal Kim Kataguiri (Missão) e do presidente estadual do PSDB, Paulo Serra, de disputar o Palácio dos Bandeirantes, a possibilidade de Tarcísio vencer no 1º turno ganhou força no meio político.
No entanto, lançar Márcio França para o governo está longe de ser uma ideia unânime na esquerda. Há um temor que o tiro possa sair pela culatra. Algumas lideranças acreditam que essa iniciativa pode confundir o eleitor, gerar ruído e dividir votos da ala progressista no primeiro turno.
Em meio às incertezas, a unanimidade nos bastidores é de que a decisão final sairá de uma reunião com o presidente Lula.
Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.



