Presidente da AMM e membro da equipe de transição de Cleitinho, Lucas Vieira Lopes declara voto em Lula no segundo turno
A mensagem, publicada nas redes sociais em um vídeo com críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), foi divulgada nesta quinta-feira (22) nas redes sociais do prefeito de Iguatama

O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Iguatama, Lucas Vieira Lopes (PSB), que também é membro da equipe de transição do governo de Cleitinho Azevedo (Republicanos), declarou voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições deste ano. A mensagem, publicada nas redes sociais em um vídeo com críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), foi divulgada nesta quinta-feira (22).
“Precisamos de controle rígido da dívida pública e de rédea curta na inflação. Mas precisamos fazer ajuste fiscal protegendo os mais necessitados e não passando um trator sobre quem ganha um salário-mínimo. Por tudo isso, por coerência, por Minas Gerais, por Iguatama e pelo povo brasileiro que mais precisam, o meu voto neste momento é no Lula. Aos meus amigos de direita e aqueles que ainda estão em dúvida, pesquisem, comparem e não votem movidos pelo ódio. Não votem movidos pela polarização. A eleição passa, mas as consequências das nossas escolhas ficam”, declarou.
No vídeo em que indica o voto, o Lopes afirma que não é "homem de ficar em cima do muro" e que "política sem posicionamento não tem valor". "A opinião de um homem público é o crachá dele. É ela que mostra para a população quais são seus princípios, seu caráter e a coragem que ele tem de assumir o que pensa. Muita gente próxima me disse: 'Você só tem a perder e nada a ganhar se posicionando numa política polarizada como essa.' Mas eu não tenho esse medo. O povo de Iguatama me confiou a prefeitura duas vezes e sabe exatamente quem eu sou", afirmou.
Defendendo a responsabilidade fiscal, o agronegócio forte, a moderação, o livre mercado e a segurança pública, o presidente da AMM pontuou ainda que votou no presidente na última eleição por "rejeição" ao governo de Jair Bolsonaro (PL).
"Nesta (eleição), confesso a vocês que com essa disputa polarizada e cheia de ataques, eu cheguei a pensar seriamente em votar no Flávio Bolsonaro. Eu queria, de verdade, ver uma campanha discutindo projetos, projetos para o Brasil e para os municípios, mas tudo virou uma guerra de acusações. Como qualquer outro cidadão consciente deve fazer, antes de mais nada, antes de tomar uma decisão, antes de apertar o botão da urna, eu sentei. Pesquisei a fundo a trajetória e as notícias sobre cada um. O que eu encontrei me fez parar e pensar", argumentou.
Em seguida, ele elenca uma série de denúncias envolvendo Flávio Bolsonaro, que passam desde o escândalo do Banco Master, destinação de emendas parlamentares e as supostas ligações financeiras do senador com o advogado William Thomaz, acusado de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
"Fui pesquisar também o Lula, e eu não vou aqui puxar sardinha para ninguém. Não fecho os olhos para o passado, nem para as denúncias que cercam o PT. O Mensalão, a Lava Jato. Só que quando olhei para os fatos concretos da gestão, vi entregas reais, vi cuidado com as pessoas, sobretudo com as pessoas que mais precisam. Vi o programa Pé de Meia mantendo jovens no ensino médio, em vez de perder o futuro para a criminalidade. Vi o debate maduro avançando pelo fim da escala seis a um, dando dignidade ao trabalhador, mais tempo para ele passar com sua família", acrescentou.
Por fim, o prefeito de Iguatama diz não existir "candidato perfeito" e que "votar não é escolher um santo", mas "comparar caminhos, responsabilidades e capacidades de entregar". "E quero deixar muito claro: ser de direita não significa ser refém de sobrenome ou apoiar projetos familiares de poder. É perfeitamente possível manter nossos valores, defender o empreendedor, o agricultor e a ordem, sem compactuar com o extremismo. Eu tenho críticas ao governo Lula? Tenho. E continuarei cobrando como prefeito e como presidente da AMM e também como cidadão", concluiu.
Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.



