‘Lulinha e Master’: eleitores acreditam que escândalos prejudicam Lula e Flávio
Levantamento da Quaest, contratado pelo Grupo Globo, ouviu 2.004 eleitores entre 30 de agosto e 1º de setembro, com uma margem de erro de 2 pontos percentuais (p.p)

A pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (2), revela que a maior parte do eleitorado acredita que as investigações dos casos Lulinha e Banco Master prejudicam muito o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pelo Palácio do Planalto
Em relação ao caso envolvendo o empresário Fábio Luís, filho mais velho de Lula, suspeito de envolvimento em tráfico de influência com uma lobista e o chefe de gabinete do presidente, 40% dos entrevistados acreditam que o petista é muito prejudicado pelas investigações. Lulinha, como é popularmente conhecido, é alvo de três inquéritos que foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Outros 25% afirmam que o caso prejudica pouco a campanha de Lula, enquanto 31% defendem que não prejudica de maneira alguma. A pesquisa também revela que 22% acreditam nas explicações de Lula sobre o caso - lembrando que o presidente defendeu a investigação contra o filho, mas afirmou que não há provas no caso.
No caso de Flávio Bolsonaro e sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, que teria financiou a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) intitulada de “Dark Horse”, 42% acreditam que o caso prejudica muito a campanha do senador. Em maio, o site The Intercept Brasil publicou um áudio em que o filho 01 de Bolsonaro cobra dinheiro de Vorcaro para o filme sobre o pai.
Cerca de 22% dos entrevistados afirmam que o caso Master prejudica pouco a campanha de Flávio Bolsonaro, enquanto 29% defendem que não prejudica de maneira alguma. Outros 24% acreditam que o senador deu explicações convincentes sobre o Master, quando afirmou que não há dinheiro público no filme, enquanto 52% não acreditam nas justificativas.
O levantamento, contratado pelo Grupo Globo, ouviu 2.004 eleitores entre 30 de agosto e 1º de setembro, com uma margem de erro de 2 pontos percentuais (p.p) para mais ou menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



