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Pacheco não descarta disputar governo, mas cita alternativas em Minas

Senador citou nomes de outros políticos que podem ser candidatos ao governo de Minas e afirmou que mantém conversas com aliados sobre futuro político

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) negou nesta quarta-feira (22) que a análise da PEC que limita os poderes do Supremo Tribunal Federal (STF) seja uma retaliação à Corte
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) negou nesta quarta-feira (22) que a análise da PEC que limita os poderes do Supremo Tribunal Federal  • Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Rodrigo Pacheco (PSD) afirmou que ainda não bateu o martelo sobre seu futuro político e que mantém conversas com aliados sobre uma possível candidatura ao governo de Minas. Nesta sexta-feira (20), ele participou ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de anúncios de investimentos federais na Petrobras. O evento aconteceu na Refinaria Gabriel Passos, em Betim.

“Estamos em uma fase de conversas sobre as questões partidárias. Minhas conversas com o presidente Lula sempre foram muito francas. Quando eu deixei a presidência do Senado eu tinha tomado uma decisão de não seguir na vida pública, de encerrar meu mandato como senador, houve vários pedidos de ponderação em relação a isso, não só do presidente Lula, mas de vários companheiros políticos e aliados. Estamos na fase de diálogos. Temos alternativas em Minas que precisam ser consideradas. Aqui ao meu lado temos um excelente quadro, a prefeita Marília Campos, de Contagem, como temos o ex-prefeito Alexandre Kalil, Gabriel Azevedo, o presidente da ALMG, Tadeu Leite, são nomes que surgem e precisam estar na mesa para dialogar", afirmou Pacheco.

Perguntado se ele tem vontade pessoal de disputar o governo, Pacheco afirmou que seria um grande orgulho para qualquer político mineiro estar à frente do Palácio Tiradentes, mas ponderou que o cenário de Minas exige responsabilidade e uma aliança robusta do mundo político.

“Ser governador do estado é um orgulho muito grande para todas as pessoas que estão na política. Não há dúvida disso. Mas essa é uma avaliação que tem que ser feita com responsabilidade, à luz de questões pessoais, familiares e circunstâncias próprias, mas também de responsabilidade com o estado. Eu sei o quanto eu contribuí com o estado, sobretudo com a reforma tributária e com o Propag. Temos esse reconhecimento do trabalho que fizemos e que estamos fazendo em defesa de Minas. A consequência de ser uma candidatura ainda precisa de definições de cunho partidário, de cunho político, vou conversar com todos eles. Mas, o que quero dizer é que não há necessariamente a imprescindibilidade do meu nome, há alternativas no estado que precisam ser consideradas. Nós temos que ter sempre a compreensão de que essa é uma missão muito difícil, não pode ser fruto de orgulho ou vaidade individual, a reconstrução de Minas passa por uma construção coletiva. Não podemos nos render ao populismo, à demagogia, temos que saber que esse estado deve R$ 200 bilhões, mesmo com o Propag, não é uma solução simples. Sabemos que o estado precisa e está carente em vários setores de infraestrutura, na educação, na saúde, e na segurança. Tem se gerado um clima de insegurança e muita violência. Essa missão exige responsabilidade de todos. Estamos conversando bastante e em breve teremos uma definição", afirmou Pacheco.

O senador afirmou ainda que há tempo para se tomar a decisão, sem acelerar com conversas ou 'precipitar o processo eleitoral". “Não está lento (definição de candidatura), tudo tem seu tempo. Me lembro do saudoso governador Hélio Garcia que dizia que a política e a campanha só começa depois de 7 de setembro. Não chega a tanto. Mas, eu considero que está absolutamente em tempo. Quando se precipita muito o processo eleitoral, acho que as coisas do estado ficam em segundo plano. Se veste a roupa de candidato e deixa de usar a roupa institucional. As chapas estão se organizando, em breve vamos ter o lançamento da candidatura de Marília como senadora da República. Ficarei muito contente em ter uma mulher ocupando a cadeira que ocupei. Mas acho que está em tempo, não se tem que precipitar. Todos os campos políticos ainda estão com suas definições por vir", disse.

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

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Eustáquio Ramos tem quase 30 anos de carreira, sendo 25 anos na Itatiaia, onde apresenta o Jornal da Itatiaia 1ª Edição e é repórter especial de Política. É pós-graduado em Comunicação Empresarial. Coautor da Enciclopédia do Rádio Esportivo Mineiro e do Manual de Pronúncia da Itatiaia. Foi ganhador do 4º Prêmio CDL-BH de Jornalismo. Já foi homenageado, entre outras condecorações, com a Medalha da Inconfidência, Medalha da Ordem do Mérito Imperador Dom Pedro 2º, Medalha de Mérito da Defesa Civil Estadual e Oscar Solidário. Já teve passagens também pela TV Assembleia, TV Bandeirantes, TV Horizonte, Record, Alterosa e Canal 23.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.