Zema diz que vai privatizar a Petrobras se for eleito presidente
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo, anunciou nesta terça-feira (21) sua intenção de privatizar a Petrobras, caso seja eleito

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema (Novo), afirmou, nesta terça-feira (21), que pretende privatizar a Petrobras caso seja eleito. A proposta visa transformar a estatal em uma "corporation", com a União mantendo apenas participação minoritária, sem poder de decisão, para reduzir a influência política e a corrupção.
Questionado por jornalistas sobre a proposta, Zema confirmou que ela envolveria a venda de ações da União na estatal. O político, no entanto, ressaltou que o governo federal poderia manter uma participação minoritária, desde que não tivesse poder de decisão sobre a empresa.
"Ou que a União fique até sócia, mas sem decidir, sem ficar fazendo politicagem dentro da empresa. Pode receber os dividendos, transformar a Petrobras em uma corporation", declarou Zema.
Segundo o pré-candidato, essa mudança beneficiaria a população e reduziria a influência política sobre a companhia.
"A União, o brasileiro, só vai ganhar. Quem vai perder é a politicagem que hoje prevalece no Brasil. O que nós estamos vendo aí são todos esses escândalos, corrupção, os políticos cada vez mais ricos e o brasileiro cada vez mais pobre", afirmou.
Zema também defendeu a privatização de outras empresas estatais. Atualmente, o governo federal possui participação em quarenta e quatro empresas públicas e sociedades de economia mista, que vão desde companhias com cem por cento do capital pertencente à União até empresas de capital misto, como a Petrobras.
O pré-candidato afirmou ainda que a medida segue uma linha adotada durante sua gestão em Minas Gerais. Segundo Zema, o governo estadual vendeu participações ou privatizou cento e dezoito empresas durante seus quatro anos de mandato.
"O que eu quero, eu já fiz de certa maneira em Minas. Durante a minha gestão, nós vendemos participações ou privatizamos cento e dezoito empresas. A única que ficou faltando foi a Companhia Energética de Minas Gerais, a Cemig", disse.
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