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O 'efeito Nikolas': Votação recorde garante vagas para candidatos do PL com menos votos que o máximo histórico para vereador de BH

Com mais de 3 milhões de votos, Nikolas Ferreira se reelegeu e garantiu a maior representação na bancada mineira da Câmara dos Deputados ao PL; a média dos parlamentares eleitos pelo partido é significativamente menor que a das demais legendas quando desconsiderado o impacto do puxador de votos

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O deputado federal Nikolas Ferreira
Nikolas Ferreira superou a marca de 3 milhões de votos neste ano • Reprodução redes sociais

Os mais de 3 milhões de votos recebidos por Nikolas Ferreira (PL) em sua recondução à Câmara dos Deputados mexeu com a lógica do sistema de representação proporcional do sistema eleitoral brasileiro e rendeu ao PL 21 das 53 cadeiras da bancada mineira na Casa. A eleição de domingo (4) garantiu ao deputado mineiro o posto de mais votado da história do país e o firmou como um fenômeno no posto de ‘puxador de votos', garantindo a seu partido a possibilidade de eleger parlamentares com a menor média de eleitores do estado.

 

Nikolas Ferreira teve 3.119.318 votos, 72,3 % dos 4.315.395 votos totais obtidos pelos 21 deputados eleitos pelo PL. A média dos votos dos demais 20 deputados que formarão a bancada do partido a partir de 2027 é de 59.804, número que seria insuficiente para eleger um parlamentar nas demais legendas.

 

A menor votação de um deputado eleito pelo PL foi a de Sargento Mello-Casal, que foi eleito com 25 mil votos, menos do que teve seu correligionário Pablo Almeida quando foi eleito vereador de Belo Horizonte em 2024. À época, Almeida conseguiu 39.960 votos, se consagrando o parlamentar mais bem votado da história da cidade contando com apoio de Nikolas na campanha. 

 

Além de Mello-Casal, o PL ainda elegeu Junio Amaral, Subtenente Gonzaga e Lincoln Portela, Rodrigo Tavares e Delegada Ione, todos eles com votação inferior à de Pablo Almeida no pleito municipal.

 

Como efeito de comparação, a segunda maior bancada foi eleita pela federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB. Neste grupo, Ana Elisa (PT) foi a deputada federal mais votada, com 524,2 mil votos. Quando ela sai da conta, a média dos candidatos eleitos é de 156,6 mil votos, quase o triplo do observado no PL.

 

Veja abaixo como foi a votação em federações e partidos com ao menos três deputados federais eleitos:

 

PL 

  • Deputados eleitos: 21
  • Votos totais: 4.315.395
  • Votos de Nikolas: 3.119.318 (72,3% do total)
  • Média de votos dos eleitos: 205.495
  • Média de votos dos eleitos (sem Nikolas): 59.804
  • Menor votação entre eleitos: Sargento Mello-Casal- 25.090

 

FEDERAÇÃO BRASIL DA ESPERANÇA (PT, PV E PCdoB)

  • Deputados eleitos: 13
  • Votos totais: 2.036.626
  • Votos de Ana Elisa: 524.219 (25,7% do total)
  • Média de votos dos eleitos: 156.663
  • Média de votos dos eleitos (sem Ana Elisa): 126.033
  • Menor votação entre eleitos: Leonardo Monteiro (PT) - 78.841

 

FEDERAÇÃO PROGRESSISTA (UNIÃO BRASIL E PP)

  • Deputados eleitos: 6
  • Votos totais: 623.199
  • Votos de Pinheirinho: 151.981 (24,4% do total)
  • Média de votos dos eleitos: 103.866
  • Média de votos dos eleitos (sem Pinheirinho): 94.243
  • Menor votação entre eleitos: Samuel Viana (União Brasil) - 84.879

 

REPUBLICANOS

  • Deputados eleitos: 3
  • Votos totais: 335.673
  • Votos de Gleidson Azevedo: 126.248 (37,6% do total)
  • Média de votos dos eleitos: 111.891
  • Média de votos dos eleitos (sem Gleidson Azevedo): 104.712
  • Menor votação entre eleitos: Gilberto Abramo - 96.046

 

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

 

 

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