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'Não é uma lei marcial em que não se possa negociar', afirma Lula sobre fim da escala 6x1

Em sabatina do SBT, candidato à reeleição defendeu negociações para adequar a mudança às particularidades de cada categoria e destacou a sobrecarga das mulheres com o trabalho doméstico

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Lula durante sabatina no SBT
Lula durante sabatina no SBT • Reprodução / SBT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta segunda-feira (19), durante sabatina promovida pelo SBT, que a aplicação do fim da escala 6x1 deve considerar as particularidades de cada categoria profissional. Questionado sobre possíveis medidas para compensar os custos para as empresas e sobre o diálogo com o setor empresarial, Lula defendeu negociações para conciliar as condições de trabalho com a continuidade das atividades das empresas.

“Obviamente que, quando você faz uma lei, e essa lei vai entrar em vigor, você tem que levar em conta as diferenças, as especificidades de cada categoria. A lei determina o básico”, afirmou.

O candidato citou como exemplos as diferenças entre os horários de trabalho em hospitais e fábricas e disse que as negociações devem considerar as necessidades de cada setor.

“Não é uma lei marcial que tem que aplicar. Você vai negociar aquilo que for necessário negociar para facilitar a vida dos trabalhadores e facilitar a continuidade e sobrevivência dos empresários”, declarou.

Ao defender a mudança, Lula afirmou que medidas históricas em benefício dos trabalhadores também enfrentaram resistência. Como exemplos, mencionou a criação do salário mínimo, em 1936, durante o governo de Getúlio Vargas, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em 1943, e a instituição do 13º salário, em 1962.

“Toda vez que você teve uma conquista para o povo trabalhador, o mundo ia acabar. Foi assim a vida inteira”, disse.

Lula também destacou os impactos da escala 6x1 na rotina das mulheres, especialmente pela sobrecarga com as tarefas domésticas durante o dia de descanso.

“No caso das mulheres, o dia que ela fica em casa é o dia que ela mais trabalha, porque ela tem que limpar a casa da semana inteira”, afirmou.

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.

 

 

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