'Independentemente do resultado eleitoral, o benefício vai continuar', afirma Lula ao ser questionado sobre estelionato eleitoral
Durante sabatina do SBT, candidato à reeleição negou que medidas econômicas anunciadas na reta final da campanha configurem estelionato eleitoral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta segunda-feira (19), durante sabatina promovida pelo SBT, que os benefícios financeiros concedidos aos brasileiros durante o período eleitoral não configuram estelionato eleitoral. Questionado sobre medidas anunciadas na reta final da campanha, Lula argumentou que as ações fazem parte de sua atuação como presidente e que não deixaria de implementá-las por causa das eleições.
“Se a gente pode fazer isso, a gente tem eleição, a gente tem o final do ano, tem dois meses pela frente. Eu não vou deixar de dar um benefício que eu posso dar porque tem eleição”, afirmou.
Ao justificar as medidas, o candidato citou iniciativas voltadas à regularização de dívidas e às condições dos microempreendedores individuais (MEIs). Segundo Lula, o governo buscava resolver o endividamento dos brasileiros desde o início do mandato.
“Nós resolvemos, o Congresso aprovou essa semana, dar perdão para quase 4 milhões de MEIs que estavam com essa dívida ativa e limpar o nome deles, para que eles possam continuar a vida deles”, declarou.
O candidato do PT também mencionou a proposta de aumentar o limite de faturamento do MEI para R$ 110 mil e, em 2028, para R$ 140 mil, além de permitir a contratação de até dois empregados. Ao defender a continuidade das medidas durante a campanha, o presidente afirmou que os benefícios não seriam interrompidos em razão do calendário eleitoral.
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.



