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Lula nega risco fiscal com 'pacote de bondades': 'Não é bomba que vai estourar'

Durante entrevista no SBT, Lula negou risco de rombo com o reajuste do Bolsa Família e o perdão a MEIs, afirmou que o orçamento do governo federal prevê superávit primário e criticou a cobrança feita pelo mercado financeiro

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Lula durante sabatina no SBT
Lula durante sabatina no SBT • Reprodução SBT

Em sabatina realizada pelo SBT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, rebateu as críticas de opositores e analistas econômicos sobre o impacto das recentes medidas sociais e tributárias nas contas públicas.

Entrevistado pelas jornalistas Simone Queiroz, Basília Rodrigues e Marina Demore, o petista negou que o pacote de ações anunciado na reta final da campanha represente um risco para a economia do país.

Questionado pela bancada sobre acusações de que medidas como o reajuste do Bolsa Família, o perdão de dívidas para microempreendedores individuais (MEIs) e o passe livre nos fins de semana poderiam criar uma dívida impagável para o próximo ano, Lula assegurou que todas as iniciativas contam com respaldo orçamentário.

"Tudo o que está sendo aprovado está nas possibilidades fiscais do orçamento. Não tem nada, nós estamos entregando o orçamento com superávit primário. Eu não sei de onde você tira essa ideia de que é uma bomba que vai estourar. Não é bomba que vai estourar", afirmou.

O presidente sustentou que a execução dos novos programas respeita a arrecadação da União e usou o histórico de seus mandatos anteriores para defender a responsabilidade de sua gestão. Segundo Lula, o governo herdou um cenário de déficit elevado e vem trabalhando para equilibrar as contas sem paralisar os investimentos sociais.

"Uma demonstração de que eu não preciso aprender responsabilidade com a Faria Lima. Responsabilidade eu tenho porque eu sei, como trabalhador de fábrica que recebe salário, que a gente não pode gastar o que a gente não tem", declarou.

Ao justificar a concentração de anúncios no período eleitoral, o petista afirmou que os projetos já estavam em tramitação no Congresso Nacional e dependiam de espaço nas contas e de acordos com as presidências da Câmara e do Senado para avançar. Ele declarou que não deixaria de conceder benefícios à população por causa do calendário da disputa e ressaltou que as medidas aprovadas se tornam conquistas permanentes para o trabalhador.

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Jornalista formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Atuou com produção de conteúdo editorial e cobertura de pautas voltadas a tecnologia, negócios e comportamento digital. Cobre as eleições de 2026 para a Itatiaia.

 

 

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