Lula e Flávio Bolsonaro ajustam campanhas para evitar eventos flopados
As campanhas do presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro estão sendo reavaliadas para evitar eventos com baixa adesão. Em Minas Gerais, ambos buscam estratégias para garantir sucesso nos atos políticos e evitar 'flops'.

As campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão ajustando as estratégias para evitar o que os políticos chamam de eventos “flopados”, aqueles atos com pouca presença de público que podem gerar uma imagem negativa nas redes sociais.
Depois de começarem a campanha com agendas simbólicas — Lula no ABC Paulista e Flávio no Rio de Janeiro —, os dois candidatos também passaram por Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.
No entorno de Flávio, a aposta é deixar os grandes eventos de rua para os últimos 30 dias da campanha, quando a mobilização tende a ser maior. Até lá, a estratégia será priorizar agendas menores, encontros setorizados e comunicação digital.
Já Lula aposta na estrutura dos movimentos sociais e na força eleitoral dos deputados aliados para garantir público. Em Belo Horizonte, a campanha mobilizou caravanas de várias regiões de Minas para o comício na Praça da Estação.
A orientação, porém, é evitar eventos longos. A programação deve ser mais enxuta, enquanto Lula terá de 30 a 40 minutos para falar.
A preocupação é a mesma nos dois lados: em uma eleição cada vez mais disputada nas redes, um palanque cheio transmite força. Um evento vazio pode virar problema político.
Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.



