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Lula e Flávio Bolsonaro ajustam campanhas para evitar eventos flopados

As campanhas do presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro estão sendo reavaliadas para evitar eventos com baixa adesão. Em Minas Gerais, ambos buscam estratégias para garantir sucesso nos atos políticos e evitar 'flops'.

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Lula e Flávio trabalham para garantir público em atos de campanha • Ricardo Stuckert e Gledston Tavares/AFP

As campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL)  estão ajustando as estratégias para evitar o que os políticos chamam de eventos “flopados”, aqueles atos com pouca presença de público que podem gerar uma imagem negativa nas redes sociais.

Depois de começarem a campanha com agendas simbólicas — Lula no ABC Paulista e Flávio no Rio de Janeiro —, os dois candidatos também passaram por Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.

No entorno de Flávio, a aposta é deixar os grandes eventos de rua para os últimos 30 dias da campanha, quando a mobilização tende a ser maior. Até lá, a estratégia será priorizar agendas menores, encontros setorizados e comunicação digital.

Já Lula aposta na estrutura dos movimentos sociais e na força eleitoral dos deputados aliados para garantir público. Em Belo Horizonte, a campanha mobilizou caravanas de várias regiões de Minas para o comício na Praça da Estação.

A orientação, porém, é evitar eventos longos. A programação deve ser mais enxuta, enquanto Lula terá de 30 a 40 minutos para falar.

A preocupação é a mesma nos dois lados: em uma eleição cada vez mais disputada nas redes, um palanque cheio transmite força. Um evento vazio pode virar problema político.

 

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

 

 

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