Lula arrecada R$ 165,5 mil em uma semana; Flávio ainda não declarou
Petista recebeu R$ 150 mil do fundo partidário e R$ 15,5 mil de doações de pessoas físicas; senador ainda não registrou receitas no TSE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) arrecadou R$ 165,5 mil em doações na primeira semana da campanha eleitoral de 2026. Os dados foram registrados no DivulgaCand, plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A maior parte do dinheiro veio da Direção Nacional do PT, que repassou R$ 150 mil para a campanha de Lula por meio do fundo partidário. O restante, R$ 15,5 mil, foi doado por três pessoas físicas.
Entre os doadores está o tesoureiro da campanha de Lula, José de Filippi Junior, que contribuiu com R$ 300. O ex-assessor do deputado estadual Luiz Fernando Teixeira Ferreira, Deivid Ferreira Couto, doou R$ 200. Já o professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e advogado Rabih Nasser repassou R$ 15 mil.
Apesar de já ter registrado receitas, Lula aparece atrás de outros candidatos que declararam valores à Justiça Eleitoral. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), por exemplo, informou ter recebido R$ 2,7 milhões. Desse total, R$ 2,5 milhões vieram da direção nacional do partido e R$ 200 mil foram doados por uma pessoa física.
O candidato Renan Santos (Missão) declarou R$ 1,22 milhão em receitas, enquanto Wilson Grassi (Democrata) registrou R$ 290 mil e Augusto Cury (Avante) informou R$ 75 mil, em valores destinados às próprias campanhas.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula nas pesquisas eleitorais, ainda não havia registrado receitas de campanha no DivulgaCand até o momento.
Além de Flávio, outros candidatos à Presidência também ainda não haviam informado receitas à Justiça Eleitoral, entre eles Ronaldo Caiado (PSD). Os dados, no entanto, podem ser atualizados conforme as campanhas realizem novos registros.
A prestação de contas permite acompanhar a origem dos recursos utilizados pelos candidatos durante a disputa eleitoral. As campanhas devem informar à Justiça Eleitoral as receitas e despesas conforme as regras estabelecidas para as eleições.
O levantamento ocorre na primeira semana da campanha nacional, iniciada oficialmente em agosto. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão está prevista para começar em 28 de agosto, quando a diferença de estrutura entre as principais candidaturas também deve ficar mais evidente.
João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.



